Falta de sono e ausência laboral por doençaNotícias de Saúde

Segunda, 08 de Setembro de 2014 | 59 Visualizações

Fonte de imagem: Getty Images

Dormir sete a oito horas por noite está associado a um menor risco de ausências laborais por doença, sugere um estudo publicado na revista “SLEEP”.

Neste estudo, os investigadores do Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional contaram com a participação de 3.760 indivíduos com idades compreendidas entre os 30 e os 64 anos. Os hábitos e padrões de sono dos participantes foram recolhidos através de questionários. Os participantes foram também submetidos a exames físicos. Os investigadores recolheram ainda informação sobre ausência laboral devido a doença ao longo de mais de 10 dias. Os participantes foram acompanhados ao longo de uma média de sete anos.

O estudo apurou que o risco de ausência laboral aumentava acentuadamente para os participantes que dormiam menos de seis horas ou mais de 9 horas por noite. Através de uma análise mais detalhada, os investigadores constataram que a duração ótima de sono associada a um menor risco de ausência laboral por doença variava entre sete a oito horas por noite: 7 horas 46 minutos para os homens e 7 horas e 38 minutos para as mulheres.

Os investigadores verificaram que os sintomas associados à insónia, acordar demasiado cedo, sentir-se mais cansado, ou tomar medicamentos para dormir, foram consistentemente associados a um aumento da perda de dias de trabalho devido a doença.

De acordo com a primeira autora do estudo, Tea Lallukka, a duração ótima de sono deveria ser promovida, uma vez que dormir pouco ou muito está associado a problemas de saúde e subsequentemente a ausência laboral por motivos de saúde. “Os indivíduos que dormem cinco ou menos horas ou mais de 10 horas, ausentam-se mais 4.6 a 8.9 dias, comparativamente com aqueles que têm uma duração de sono ótima”, revelou a investigadora.

“Um sono insuficiente contribui para o risco de várias epidemias públicas de saúde, incluindo doença cardiovascular, diabetes e obesidade. Dormir pelo menos sete horas por noite é a chave para uma boa saúde”, conclui, Tea Lallukka.

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Referência
Estudo publicado na revista “SLEEP”

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