Falta de sesta nas crianças é tão grave como não comerNotícias de Saúde

Segunda, 05 de Junho de 2017 | 20 Visualizações

Fonte de imagem: The Parent Report

A maioria dos estabelecimentos de ensino pré-escolar públicos não promove a sesta das crianças, o que é tão grave como se não lhes dessem comer, anunciou a agência Lusa.
 
Por essa razão, a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) recomenda a sua realização. Alexandra Vasconcelos, médica da secção de pediatria social da SPP, disse que a falta da sesta nas crianças com idades a partir dos três anos representa “um grave problema de saúde pública”.
 
“Se as creches não fornecessem uma refeição, toda a gente se indignava. A falta de uma sesta é igualmente grave”, disse.
 
Preocupada com esta questão, e constatando que “em Portugal as crianças, principalmente as que frequentam os estabelecimentos públicos, em norma não realizam a sesta após os três anos de idade”, a secção de pediatria social da SPP solicitou a um painel de cinco peritas nesta área que emitisse um parecer/consenso sobre a recomendação para a sesta das crianças até aos cinco/seis anos de idade.
 
A recomendação vai no sentido das crianças com idades entre os três e os cinco/seis anos de idade realizarem uma sesta, de preferência no início da tarde e com uma duração de aproximadamente hora e meia.
 
A SPP ressalva que, após os quatro anos, nem todas as crianças necessitam de realizar a sesta de forma regular, pelo que “a família e a educadora de infância deverão avaliar, em conjunto, a necessidade da sua prática em cada criança”.
 
Segundo a SPP, a curto prazo a privação do sono na criança passa por distúrbios na modulação do humor e dos afetos, a perturbação da função neuro-cognitiva, alteração do comportamento e alteração motora.
 
A longo prazo, essas consequências passam pela aprendizagem (mau rendimento escolar), comportamento (hiperatividade e défice de atenção), psicológicas (ansiedade e depressão), alterações orgânicas e perturbação da vida familiar.
 
Alexandra Vasconcelos disse que são cada vez mais comuns os casos de crianças que chegam aos consultórios com perturbações que, mais tarde, são atribuídos à falta de sono e, nomeadamente, ao fim das sestas.

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Referência
Alerta da Sociedade de Pediatria

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