Extrato de mirtilo ajuda tratamento do cancro do colo do úteroNotícias de Saúde

Quinta, 04 de Janeiro de 2018 | 62 Visualizações

Um novo estudo demonstrou que o extrato de mirtilo em combinação com a radioterapia no cancro do útero pode fazer aumentar a eficácia do tratamento.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri, EUA, o estudo foi conduzido sobre linhas celulares humanas, in vitro, e procurou identificar se o extrato daquele fruto vermelho poderia atuar como um radiossensibilizante. 
 
“Nalguns cancros, como o cancro do colo do útero em estado adiantado, a radiação é uma boa opção de tratamento. No entanto ocorrem sempre os danos colaterais sobre as células saudáveis. Com base em estudos anteriores, estudámos o extrato de mirtilo para verificar se poderia ser usado como um radiossensibilizante”, explicou Yujiang Fang, autor principal do estudo
 
Os radiossensitizantes são compostos químicos sem toxicidade que tornam as células cancerígenas mais recetivas à radioterapia. Num estudo anterior o investigador e equipa tinham demonstrado que o resveratrol, um composto encontrado nas uvas pretas, podia ser usado com radiossensitizantes no tratamento do cancro da próstata. Os mirtilos também contêm resveratrol e ainda flavonoides. 
 
Yujiang Fang elucidou que os flavonoides são compostos químicos com propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas. 
 
Para o estudo, os investigadores simularam o tratamento do cancro do colo do útero com linhas celulares cancerígenas humanas. 
 
A equipa dividiu as linhas celulares em quatro grupos: um grupo que recebeu apenas radiação, um grupo que recebeu apenas extrato de mirtilo, um grupo que recebeu radiação e extrato de mirtilo e um grupo de controlo.
 
“A radiação fez reduzir as células cancerígenas em aproximadamente 20 por cento. Foi interessante ver que o grupo celular que recebeu apenas o extrato de mirtilo teve uma redução de 25 por cento no cancro. No entanto, a maior redução nas células cancerígenas ocorreu no grupo da radiação e extrato, com uma diminuição de cerca de 70 por cento”, revelou o autor principal do estudo. 
 
O investigador explicou que além de reduzir a proliferação celular, o extrato manobrou as células para morrerem. “Desta forma, inibe o nascimento e promove a morte das células cancerígenas”, concluiu Yujiang Fang.

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Referência
Estudo publicado na revista “Pathology & Oncology Research”