Exercício físico intenso atrasa evolução da ParkinsonNotícias de Saúde

Quinta, 14 de Dezembro de 2017 | 106 Visualizações

Fonte de imagem: Harvard Health

Um novo estudo demonstrou que a prática de exercício físico de alta-intensidade é eficaz e segura em doentes com doença de Parkinson no estado inicial. 
 
Considerava-se que o exercício físico intenso era demasiado stressante fisicamente para doentes com a doença de Parkinson. Os resultados deste estudo deram evidência que na verdade o exercício físico intenso fez diminuir a evolução dos sintomas motores da doença.
 
Num ensaio efetuado em vários centros e liderado por Margaret Schenkman da Faculdade de Medicina da Universidade do Colorado, EUA, foram recrutados 128 indivíduos com idades compreendidas entre os 40 e os 80 anos de idade e que se encontravam num estado inicial da doença de Parkinson.
 
Os participantes não tomavam ainda medicação para a doença, sendo que assim os resultados do ensaio clínico não foram afetados pelos efeitos de medicamentos.
 
A equipa de investigadores analisou a segurança e os efeitos do exercício físico de alta intensidade e de média-intensidade, praticado três vezes por semana, durante seis meses, que foram comparados com um grupo de controlo também de pacientes em estado inicial da doença, mas que não praticaram exercício físico.
 
Após os seis meses de prática de exercício físico os participantes foram avaliados por médicos em relação à Parkinson, numa escala de 0 a 108, sendo que quanto mais elevado o número obtido, piores eram os sintomas.
 
No início do estudo os participantes tinham uma pontuação de cerca de 20. Os que estavam no grupo da alta-intensidade permaneceram com 20. Os participantes no grupo de intensidade moderada aumentaram 1,5 pontos, ou seja, pioraram os sintomas. O grupo que não praticou exercício teve um aumento de 3 pontos, o que significa 15% pior nos sintomas, o que é significativo do ponto de vista clínico. 
 
“Quanto mais cedo se intervém na doença, maior é a possibilidade de prevenir a progressão da doença”, adiantou Daniel Corcos, coautor do estudo. “Atrasámos a deterioração dos sintomas durante seis meses; se é possível conseguir prevenir a progressão durante mais de seis meses irá requerer mais estudos”.

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Referência
Estudo publicado na “JAMA Neurology”al

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