Excipientes em medicamentos podem causar reações alérgicasNotícias de Saúde

Quinta, 21 de Março de 2019 | 6 Visualizações

Fonte de imagem: The Jakarta Post

Um novo estudo demonstrou que a grande maioria dos medicamentos prescritos com mais frequência nos EUA contém pelo menos um excipiente que pode causar reações adversas.
 
Os excipientes consistem em ingredientes inativos adicionados aos medicamentos para prolongar a sua validade, melhorar a absorção, sabor e outras características. Estes componentes não têm o objetivo de exercer um efeito biológico ou terapêutico direto e poderão incluir lactose, glúten, óleo de amendoim e corantes químicos.
 
Embora sejam testados relativamente à sua segurança quando usados pela população geral, têm surgido casos que sugerem que os excipientes nos medicamentos podem causar reações adversas em pessoas alérgicas ou intolerantes.
 
Para a sua investigação, uma equipa de investigadores do Hospital Brigham and Women, e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA, analispu dados sobre 42.052 medicamentos orais que continham mais de 354.597 ingredientes inativos. 
 
A equipa identificou 38 ingredientes inativos nas bulas que podem causar sintomas alérgicos ou gastrointestinais em pessoas sensíveis, após exposição oral. 
 
Com efeito, 92,8% dos medicamentos orais testados continham pelo menos um desses ingredientes, a saber: cerca de 45% continham lactose, 33% continham um corante alimentar e 0,08% continham óleo de amendoim. 
 
Apesar da reduzidíssima percentagem de medicamentos com óleo de amendoim, para certos fármacos, como por exemplo a progesterona, existem muito poucas alternativas que não contenham aquele ingrediente.
 
“Embora chamemos a esses ingredientes ‘inativos’, em muitos casos não o são. Apesar de as doses serem baixas, na maioria dos casos não sabemos qual é o limiar para os indivíduos reagirem”, comentou Giovanni Traverso.
 
O investigador indicou que talvez seja necessário repensar a rotulagem dos medicamentos que contêm um ingrediente que pode causar uma reação adversa.

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Referência
Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

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