Exame da hemoglobina glicada não deteta muitos casos de diabetesNotícias de Saúde

Quarta, 27 de Março de 2019 | 25 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Um estudo demonstrou que o uso do teste da hemoglobina glicada A1c (HbA1c) para diagnosticar a diabetes tende a subestimar a prevalência daquela doença.
 
Apresentado no Congresso da Sociedade Endócrina Americana ENDO 2019, o estudo concluiu que o teste HbA1c não deveria ser usado isoladamente para diagnosticar a diabetes, mas sim em conjunto com a prova de tolerância à glicose oral (PTGO).
 
O teste HbA1c fornece o nível médio de glicose no sangue ao longo dos últimos dois a três meses. É um teste usado para diagnosticar a diabetes de tipo 1 e 2, não requerendo qualquer preparação, como o jejum. Os pacientes diabéticos fazem normalmente este teste para verificar se os seus níveis de glicose se mantêm dentro dos parâmetros determinados.
 
Por sua vez, a PTGO mede a resposta do organismo à glicose no sangue. É recolhida uma amostra ao sangue do paciente após uma noite em jejum e duas horas após terem consumido uma bebida com açúcar. Esta prova é usada para o rastreio da diabetes de tipo 2. 
 
Para o estudo, os investigadores liderados por Maria Mercedes Villacreses, do Instituto de Investigação da Diabetes e Metabolismo do Complexo Médico City of Hope, em Duarte, EUA, recrutaram 9.000 adultos sem diagnóstico de diabetes.
 
Os participantes foram submetidos a um teste HbA1c e a uma PTGO. Os resultados de ambos os exames foram posteriormente comparados. 
 
A equipa descobriu que o teste HbA1c não tinha detetado 73% dos casos identificados pela PTGO. “O teste HbA1c indicava que aquelas pessoas possuíam níveis de glicose normais quando não os tinham”, comentou a investigadora principal do estudo.
 
Segundo Maria Mercedes Villacreses, os resultados do estudo “indicaram que a prevalência de diabetes e da tolerância normal à glicose definida apenas pela HbA1c é altamente duvidosa, com uma tendência significativa para subestimar a prevalência da diabetes e exagerar na tolerância normal à glicose”. 

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo apresentado no Congresso ENDO 2019

Notícias Relacionadas