Eventos reprodutivos adversos podem aumentar risco cardiovascularNotícias de Saúde

Segunda, 22 de Janeiro de 2018 | 14 Visualizações

Fonte de imagem: Pharmaceutical Processing

Um novo estudo estabeleceu uma associação entre o início dos períodos numa idade mais precoce e um maior risco cardiovascular.
 
Existem cada vez mais evidências a demonstrarem que os fatores reprodutivos desempenham um papel no risco das doenças cardiovasculares. No entanto, não se conseguiu, até à data, identificar com clareza o âmbito e extensão dessa relação.
 
Foi com o intuito de clarificar a influência dos fatores reprodutivos no aumento do risco das doenças cardiovasculares, que uma equipa de investigadores da Universidade de Oxford, Inglaterra, se propôs identificar factos mais concretos sobre aquela relação.
 
Para o estudo, os investigadores pesquisaram dados do U.K. Biobank, que consiste num estudo populacional que envolve meio milhão de pessoas (267.440 mulheres e 215.088 homens,) com menos de 69 anos e uma média de idades de 56 anos no início do estudo, recrutadas entre 2006 e 2010. 
 
Nenhum dos participantes apresentava sinais de doença cardiovascular no início do estudo. Os homens e mulheres foram monitorizados até março de 2016 ou até terem tido o primeiro acidente vascular cerebral (AVC) ou ataque de miocárdio. 
 
Relativamente às mulheres no estudo, 60% nunca tinham fumado, a mediana de idade quando tiveram o primeiro período tinha sido de 13 anos, 85% tinham estado grávidas, 44% tinham dois filhos, a mediana de idade com que tinham tido o primeiro filho era de 26 anos, 25% tinham tido um aborto espontâneo e 3% tinham tido um nado-morto.
 
Foi verificado que as mulheres com o primeiro período antes dos 12 anos apresentavam um risco 10% maior de doenças cardiovasculares em relação às que o tinham tido aos 13 anos ou mais tarde.
 
As mulheres que tinham tido a menopausa antes dos 47 anos apresentavam um risco 33% maior de doenças cardiovasculares, com o de AVC aumentado para 42%. Cada aborto espontâneo foi associado a um aumento de 6% no risco de doenças cardiovasculares e dar à luz um nado-morto a um risco de 22%, com o de AVC de 44%,
 
A histerectomia foi associada a um maior risco de 12% de doença cardiovascular, subindo para 20% p de doença cardíaca. Nas mulheres que tinham previamente removido os ovários ou tido uma ovariectomia o risco de doença cardiovascular duplicava.
 
Perante os resultados os autores do estudo recomendam mais rastreios cardiovasculares nas mulheres que tenham iniciado o ciclo reprodutivo mais cedo ou que tenham sofrido eventos reprodutores adversos ou histerectomia, de forma a poder prevenir ou atrasar possíveis problemas cardiovasculares.

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