Europa: muitas mortes cardiovasculares prematuras devidas a má alimentaçãoNotícias de Saúde

Quarta, 23 de Janeiro de 2019 | 6 Visualizações

Fonte de imagem: HuffPost

Um estudo revelou que 2,1 milhões de mortes cardiovasculares na Europa em 2016 (de um total de 4,3 milhões) foram o resultado de uma alimentação desadequada.
 
Estes resultados foram apurados por uma equipa de investigadores internacional, que analisou dados representativos dos estudos da carga global da doença (“Global Burden of Disease”).
 
Os investigadores analisaram a prevalência de doenças cardiovasculares, entre 1990 e 2016, nos 51 países que a Organização Mundial de Saúde designou como sendo “região europeia”, que inclui a União Europeia e demais países europeus, e vários países do Médio Oriente e Ásia Central como: Arménia, Azerbaijão, Cazaquistão, Israel, Turquia, Turquemenistão e Uzbequistão. 
 
A equipa calculou a percentagem de mortes que poderiam ser atribuídas a uma dieta desequilibrada, com base na alimentação e outros fatores de risco nos países respetivos. Como dieta desequilibrada foi considerado o consumo insuficiente de produtos não integrais, de frutos de casca rija, sementes e hortícolas e o excesso de sal.
 
As diferenças foram evidentes. Em 2016, por exemplo, 46% de todas as mortes cardiovasculares na Alemanha, 41% em Itália e Grã-Bretanha e 40% em França foram associadas a uma alimentação desequilibrada. Por outro lado, em Espanha e Israel, apenas uma em cada três mortes cardiovasculares prematuras foi associada a uma má alimentação.
 
Foram ainda apuradas diferenças significativas em termos de idade e género. Os homens eram mais propensos a serem afetados numa idade mais jovem, enquanto as mulheres eram afetadas a partir dos 50 anos de idade. 
 
Com efeito, em 2016, cerca de 601.000 pessoas com menos de 70 anos morreram devido a doença cardiovascular associada à alimentação, 420.000 homens e 181.000 mulheres. 
 
“Os nossos achados são crucialmente relevantes para as politicas de saúde e deveriam ser incorporados no desenvolvimento de estratégias de prevenção futuras”, comentou Stefan Lorkowski, da Universidade de Jena, Alemanha, e coautor do Estudo

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “European Journal of Epidemiology”

Notícias Relacionadas

Info-Saúde Relacionados