Estudo sobre bactérias resistentes no Ave em "fase de adjudicação"Notícias de Saúde

Quinta, 25 de Janeiro de 2018 | 5 Visualizações

Fonte de imagem: Physician's Weekly

Encontra-se em “fase de adjudicação” um estudo ao Rio Ave sobre a eventual existência de bactérias multirresistentes e que terá um prazo de 12 meses, noticiou a agência Lusa.
 
“No âmbito deste estudo” vão ser realizadas um “conjunto de tarefas, nomeadamente um número significativo de campanhas de amostragem com recolha e análise de amostras de água superficial no rio Ave a montante e jusante de descargas de ETAR (Estação de Tratamentos de Águas Residuais)”, anunciou a Águas do Norte.
 
Em 2016, a Lusa noticiou que tinham sido detetadas no rio Ave quatro estirpes de bactérias resistentes a antibióticos usados em hospitais para tratamento de infeções graves e, na altura, o ministro do Ambiente garantia que estava a acompanhar a situação, para investigar as origens, frisando que não havia motivos para alarmismos.
 
A Águas do Norte informou que os próximos passos para a elaboração do estudo passam por “caracterizar a presença de antibióticos e bactérias resistentes nos efluentes rececionados nas ETAR inseridas na bacia hidrográfica do Ave e nos pontos de descarga a montante e jusante destas infraestruturas”.
 
Caracterizar a “eficiência de tratamento de antibióticos e grau de desinfeção das ETAR e o impacto decorrente da descarga destas infraestruturas no meio hídrico recetor”, assim como “avaliar os perfis de resistência microbiana existentes nas águas superficiais e residuais” são outros dos objetivos.
 
O estudo pretende ainda avaliar o desempenho de processos unitários convencionais de ETAR no tratamento de poluentes emergentes e propor recomendações que permitam minimizar eventuais impactos identificados.
 
Em abril de 2016, o cientista Paulo Martins Costa, um dos membros da investigação, afirmou que os genes responsáveis pelas resistências das bactérias descobertas no rio Ave eram “idênticos aos identificados em bactérias isoladas em hospitais como, por exemplo, a 'Klebsiella pneumoniae'”.
 
A Águas do Norte também informou que procedeu à execução de um trabalho de caracterização dos efluentes (esgotos e outros resíduos) lançados no rio Ave, com o objetivo de elaborar um estudo sobre o aparecimento de bactérias resistentes.

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Referência
Lusa

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