Estudo revela que problemas intestinais aumentam em 23% o risco de ataque cardíacoNotícias de Saúde

Quarta, 02 de Maio de 2018 | 19 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

As inflamações intestinais podem atacar as artérias e bloquear a circulação sanguínea, o que pode prejudicar o funcionamento do coração. Um outro estudo feito nos EUA demonstra também que a ausência de bactérias intestinais faz com que o coração seja capaz de bombear o sangue com mais eficiência.

Já todos sabemos quais os comportamentos a evitar se não quisermos sofrer um ataque cardíaco: fumar, beber álcool em excesso, ter uma índice de massa gorda elevado e não fazer exercício físico. Agora, junta-se a estes um novo fator: as doenças inflamatórias intestinais.

Segundo um estudo agora publicado por cientistas do Hospital Universitário do Centro Médico de Cleveland, nos EUA, o facto de a inflamação – típica em doenças como a Colite ou a doença de Crohn – atacar o intestino pode, ao atacar as artérias e gerar um bloqueio na circulação sanguínea, trazer riscos elevados para o funcionamento do coração.

“Com base nesse novo estudo é preciso reafirmar a importância de acompanhamento médico também para o coração, não esquecendo a complexidade das inflamações causada pela doença e sua influência no corpo como um todo. Com esse cuidado é possível analisar com antecedência caso haja alguma alteração cardiovascular e diminuir os riscos de ter um infarte”, diz o cirurgião cardíaco Élcio Pires Júnior.

Na mesma linha, um outro estudo feito numa universidade do Massachusetts revelou que eliminar as bactérias intestinais de uma pessoa ajuda a melhorar a função cardíaca e a reduzir os danos de quem já teve problemas cardíacos.

A ideia dos cientistas era investigar qual o papel que o sistema imunológico e as bactérias do intestino desempenham na recuperação da insuficiência cardíaca. Para isso, basearam-se  nas células T, um tipo de glóbulo branco que desempenha um papel importante na nossa resposta imunológica.

Foram, como é usual, usados ratos na investigação. Estes foram divididos em dois grupos: metade dos ratinhos viram as suas bactérias intestinais eliminadas e a outra metade não sofreu nenhuma intervenção.

Como esperado, quando os médicos compararam os corações dos ratos que tinham o microbioma intestinal completo com aqueles aos quais tinham sido retiradas as bactérias intestinais, chegaram à conclusão de que o segundo grupo ficou com os corações menos danificados e foi capaz de bombear o sangue com mais eficiência.

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