Estudo: Medicamento feito de canábis pode ajudar crianças com epilepsiaNotícias de Saúde

Terça, 30 de Maio de 2017 | 79 Visualizações

Fonte de imagem: HERB

Um medicamento feito de canábis pode impedir as convulsões nas crianças que sofrem de formas severas de epilepsia, segundo um estudo publicado na revista “New England Journal of Medicine”.

Segundo o chefe da equipa que fez o estudo, Orrin Devinsky, do centro médico NYU Langone, de Nova Iorque (Estados Unidos), esta é a primeira vez que se obtém «dados científicos sólidos, rigorosos» de que um composto da canábis é seguro e eficaz na epilepsia em crianças.

O médico especialista em neurologia, e que trabalha há anos em epilepsia, afirmou que a pesquisa para usos médicos da canábis tem sido dificultada por restrições legais e por exigir licenças especiais, além de falsas noções de como é arriscada a canábis.

«Os opiáceos matam mais de 30 mil americanos por ano, o álcool mata mais de 80 mil por ano e a canábis, como sabemos, provavelmente mata menos de 50 pessoas por ano», frisou, citado pela “Lusa”.

Durante anos, pais de pacientes têm defendido mais pesquisas e acesso mais amplo à canábis. Contudo, os estudos têm sido poucos e pouco fiáveis.

Este estudo fez testes rigorosos e em larga escala. Um grupo recebeu a droga, outro obteve uma versão falsa, e nem os pacientes, pais ou médicos sabiam que pacientes levavam a terapêutica ou o placebo até o estudo terminou.

Em específico, foi estudada a forma líquida do canabidiol, um dos mais de 100 ingredientes da marijuana, chamado Epidiolex, (eh'-pih-DYE'-uh-lehx). Este não contém THC, o ingrediente alucinógeno.

Esta substância ainda não é vendida, apesar de o seu fabricante, GW Pharmaceuticals de Londres, já ter pedido autorização à norte-americana Food and Drug Administration (FDA).

Os pacientes envolvidos no estudo têm síndrome de Dravet (drah-VAY), um tipo de epilepsia genética de infância caracterizada por convulsões frequentes e resistentes a medicamentos, algumas de tão longa duração que exigem cuidados de emergência e podem ser fatais. 

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Autor
Diário de Coimbra
Referência

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