Estudo genético do cancro da mama reduz necessidade de quimioterapiaNotícias de Saúde

Terça, 31 de Outubro de 2017 | 35 Visualizações

Fonte de imagem: Medical Xpress

O IPO/Porto considera que o estudo genético (teste genómico) do cancro da mama iniciado em julho naquele instituto já deu resultados “muito positivos”, divulgou a agência Lusa.
 
Segundo o coordenador da Clínica de Mama do IPO-Porto, Joaquim Abreu de Sousa, “dos 23 casos de risco intermédio que efetuaram o referido teste até agora, num terço (39%) foi possível evitar a necessidade de efetuar quimioterapia adjuvante”.
 
O Instituto Português de Oncologia do Porto realiza testes aos genes dos tumores extraídos da mama, para verificar a agressividade, a probabilidade de desenvolver metástases e a necessidade de quimioterapia, permitindo um tratamento personalizado.
 
O teste genómico estuda 50 genes associados ao cancro da mama, determinando, para além do grau de agressividade do tumor, a forma como este se vai comportar.
 
Para Joaquim Abreu de Sousa, a mais-valia da assinatura genética é enorme, visto que representa um ponto de viragem no entendimento da doença, permitindo tratar os doentes de forma altamente especializada e individualizada, sendo os diagnósticos e as terapêuticas desenhadas em função das características individuais de cada um.
 
Joaquim Abreu falava a propósito do Dia Nacional Prevenção Cancro da Mama, celebrado a 30 de outubro, data em que o IPO-Porto celebra também o 10º aniversário da Clínica da Mama.
 
Segundo o IPO, “a Clínica da Mama foi a primeira clínica com modelo de cuidados centrados no doente a ser construída, recebendo cerca de 1.200 novos doentes por ano e realizando mais de 30 mil consultas anuais”. Segundo apurou a agência Lusa, “de 2007 até agora tem registado um aumento anual de cerca de 20% de novos doentes”.
 
Ao longo destes 10 anos, a Clínica de Mama do IPO-Porto tratou “mais de 10 mil novos doentes com cancro da mama, tendo atualmente em seguimento cerca de 50 mil doentes”.
 
“A investigação levada a cabo na Clínica de Mama, que ao participar de forma contínua em inúmeros ensaios clínicos internacionais, permite que os seus doentes tenham acesso a tratamentos inovadores, muito antes de estes estarem disponíveis para uso na prática clínica diária”, salienta o IPO.
 
Os resultados alcançados nos últimos anos ditam “um aumento progressivo das taxas de sobrevivência, que hoje se aproximam dos 90% aos 5 anos”, acrescenta.

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