Estimulação elétrica cerebral pode travar bulimia nervosaNotícias de Saúde

Terça, 31 de Janeiro de 2017 | 37 Visualizações

Fonte de imagem: Addiction Unscripted

A bulimia nervosa é um transtorno mental que faz com que a pessoa queira estar sempre a comer, não conseguindo controlar-se.   

Tal como acontece com a anorexia nervosa, também a bulimia nervosa tem como origem um transtorno mental. No caso desta última doença, a pessoa é incapaz de se sentir saciada, acabando por viver entre a compulsão alimentar e momentos de peso na consciência, que fazem com que provoque o vómito para evitar o ganho de peso e o mal-estar.

Os tratamentos para combater os transtornos alimentares são muito variados, mas a ciência tem-se esforçado para encontrar terapias mais eficazes e menos penosas. O último passo dado nesse sentido aconteceu no Kings College London, no Reino Unido, que revelou que a estimulação elétrica cerebral pode conseguir travar a doença.

A pesquisa recorreu à estimulação transcraniana por corrente direta e provou que esta técnica não invasiva de estimulo cerebral consegue parar o desejo constante de comer, o que não só permite a pessoa ter um maior controlo na sua alimentação, como consegue ainda acabar com a tendência para provocar o vómito. A técnica pode ser ainda eficaz noutro tipo de convulsões.

Como se lê no site da revista Plos ONE, o estudo contou com a participação de 39 pessoas, sendo que apenas duas eram do sexo masculino. Os voluntários foram separados aleatoriamente, sendo que uma parte recebeu esta terapia de estimulo elétrico, enquanto a outra serviu de grupo de controlo (com placebo). Todos os participantes realizaram duas sessões de tratamento em 48 horas e responderam a testes sobre a intensidade dos sintomas relacionados com a bulimia nervosa.

Assim que cruzaram os dados entre os participantes que receberam a estimulação elétrica e aqueles que apenas serviram de grupo de controlo, os investigadores foram capazes de notar uma diminuição significativa dos sintomas de bulimia nervosa naqueles que receberam a corrente elétrica.

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Referência
Daniela Costa Teixeira

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