Estimulação cerebral profunda aumenta sobrevida na Parkinson?Notícias de Saúde

Quarta, 27 de Dezembro de 2017 | 34 Visualizações

Fonte de imagem: Drug Discovery & Development

A estimulação cerebral profunda pode fazer aumentar a sobrevida dos pacientes com a doença de Parkinson, demonstrou um estudo recente. 
 
Já vários estudos tinham indicado que a estimulação cerebral profunda (DBS, na sua sigla em inglês) podia melhorar a função motora dos pacientes com Parkinson.
 
Neste estudo, uma equipa de investigadores do Hospital Edward Hines Jr. Veterans Administration, em Illinois, EUA, descobriram que os pacientes que receberam estimulação através de um dispositivo implantado tinham apresentado uma maior sobrevida em relação aos que tinham sido apenas tratados com medicação para a doença.
 
A DBS consiste em elétrodos que são inseridos em áreas específicas do cérebro por intervenção cirúrgica. É também implantada uma bateria no abdómen ou clavícula do paciente, a qual cria impulsos elétricos que são enviados para o tecido cerebral pelos elétrodos.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram dados, entre 2007 e 2013, de 611 veteranos com doença de Parkinson que tinham tido um dispositivo de DBS implantado e compararam aquela informação com dados de outros 611 veteranos com a doença, mas que não possuíam o dispositivo. 
 
Foi apurado que os veteranos que tinham sido tratados com a DBS tinham sobrevivido cerca de 6,3 anos após a cirurgia, ao passo que os que não tinham recebido o dispositivo tinham sobrevivido 5,7 anos após a data em que deveriam ter tido o dispositivo implantado. A diferença foi, portanto, de oito meses. 
 
Embora a sobrevida extra observada no grupo da DBS tenha sido modesta, os investigadores indicaram que a qualidade de vida é também melhorada com aquele procedimento pois os tremores e rigidez, por exemplo, são minimizados.
 
Os investigadores salientaram que apesar de a média de idades dos veteranos no estudo ser de 69 anos, a maioria das mortes naquele grupo durante o período do estudo foi devida à Parkinson e não a outras doenças relacionadas com o envelhecimento. 
 
Não se descobriu ao certo se a DBS altera de facto a doença de Parkinson ou se apenas ajuda a controlar problemas que possam encurtar a vida. Os investigadores admitem, no entanto, que a maior qualidade de vida oferecida pela DBS possa melhorar a sobrevivência.

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Referência
Estudo publicado na revista “Movement Disorders”

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