Estatinas protegem contra infeções graves no sangueNotícias de Saúde

Sábado, 07 de Outubro de 2017 | 18 Visualizações

Fonte de imagem: Dr. Mercola

Um novo estudo revelou que o uso de estatinas está associado a um menor risco de aquisição de infeções graves no sangue, fora do hospital, através da bactéria Staphylococcus aureus.
 
A bactéria Staphylococcus aureus pode colonizar a pele e causar infeções graves. Se atingir o fluxo sanguíneo, a bactéria pode mesmo causar infeções fatais. Já alguns estudos tinham indicado que as estatinas possuíam efeitos antimicrobianos contra a Staphylococcus aureus.
 
Para o estudo, uma equipa de investigadores dos Hospitais Universitários de Aalborg e Aarhus, Dinamarca, e do Hospital Universitário de Sevilha, Espanha, analisaram processos clínicos dinamarqueses de cerca de 30.000 pessoas, ao longo de 12 anos. 
 
A equipa identificou 2.638 casos de bacteriemia por Staphylococcus aureus. Os investigadores identificaram mais 26.379 indivíduos com o mesmo sexo, idade e residência, os quais foram comparados com os casos de infeção. Tanto os casos de bacteriemia como os controlos, tomavam na altura estatinas (268 ou 14% e 3.221 ou 12, 2% respetivamente).
 
O risco de infeção foi analisado, tendo em conta a duração da toma de estatinas no presente ou no passado, doses cumulativas de 90 dias e subgrupos específicos de pacientes aos quais tinham sido prescritas estatinas para diferentes doenças crónicas como enfarte do miocárdio, insuficiência cardíaca doença arterial periférica, diabetes e doença renal crónica.
 
Foi verificado que o risco de bacteriemia por Staphylococcus aureus diminuía gradualmente com o aumento da dosagem de estatinas, uma associação mais pronunciada entre os pacientes com diabetes e doença renal crónica.
 
O risco de bacteriemia por Staphylococcus aureus foi então reduzido em 27% nos utilizadores atuais de estatinas, uma percentagem que subiu para os 30% nos utilizadores de longo-termo (mais de 90 dias), enquanto os novos utilizadores daquela classe de fármacos tiverem um pequena redução no risco de 4%. 
 
Jesper Smit, investigador principal deste estudo comenta os achados: “os nossos resultados indicam que as estatinas poderão exercer um lugar importante na prevenção da infeção no fluxo sanguíneo causada pela S. aureus, o que poderá ter implicações importantes clínicas e na saúde pública”. 
 
“No entanto, as nossas observações requerem confirmação noutros contextos e os mecanismos biológicos pelos quais o tratamento com estatinas pode proteger contra este tipo de infeção deve ser mais explorado”, concluiu o investigador.

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Referência
Estudo publicado na revista “Mayo Clinic Proceedings”

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