Estatinas podem acelerar progresso de doença de ParkinsonNotícias de Saúde

Quarta, 21 de Junho de 2017 | 93 Visualizações

Fonte de imagem: Dr. Mercola

A toma de estatinas poderá fazer acelerar o desenvolvimento dos sintomas da doença de Parkinson em pacientes suscetíveis à doença, indicou um novo estudo.
 
Há estudos que indicaram que as estatinas, que são empregues no tratamento do colesterol, poderiam oferecer proteção contra a doença de Parkinson. Os resultados dos estudos são, no entanto, inconsistentes pois alguns sugerem um risco menor, outros que não têm qualquer impacto e outros ainda um risco maior de se desenvolver a doença.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Penn State, envolveu 50 milhões de pessoas de uma base de dados de um seguro de saúde. Foi apurado que quase 22.000 pessoas tinham a doença de Parkinson, 2.322 dos quais com a doença diagnosticada recentemente. 
 
Os investigadores determinaram que pacientes tinham tomado estatinas e por quanto tempo antes de os sintomas da doença de Parkinson surgirem. Os participantes com Parkinson foram comparados com os de um grupo de controlo que não sofriam da doença.
 
Foi observado que a toma prévia de estatinas foi associado a um risco mais elevado da doença de Parkinson, algo que foi mais evidente durante o início do uso do fármaco.
 
“O uso das estatinas foi associado com um maior, não menor, risco da doença de Parkinson e essa associação foi mais visível com as estatinas lipofílicas, uma observação inconsistente com as hipóteses atuais em que essas estatinas protegem as células nervosas”, observou Xuemei Huang, professor de Neurologia.
 
“Adicionalmente, esta associação foi mais forte com o uso de estatinas durante menos de dois anos e meio, o que sugere que as estatinas poderão facilitar o desencadeamento da doença de Parkinson”, continuou.
 
“Não estamos a afirmar que as estatinas causam a doença de Parkinson, mas antes que o nosso estudo sugere que as estatinas não deveriam ser usadas com base na ideia que irão proteger contra a Parkinson”, explicou Xuemei Huang.
 
O investigador concluiu que são necessários mais estudos e recomenda que quem está a tomar estatinas deve continuar a tomar a medicação prescrita pelo seu médico. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Movement Disorders”

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