Estatinas aumentam sobrevivência após AVC hemorrágicoNotícias de Saúde

Quinta, 25 de Setembro de 2014 | 36 Visualizações

Fonte de imagem: Rosemary Calvert—Getty Images

A toma de estatinas após acidente vascular (AVC) hemorrágico pode aumentar a sobrevivência, sugere um estudo publicado no “JAMA Neurology”.

Enquanto o AVC isquémico é causado pela constrição ou obstrução de vasos sanguíneos que bloqueia o sangue de atingir determinadas áreas cerebrais, o AVC hemorrágico é caracterizado por hemorragia cerebral.

“Alguns estudos anteriores indicaram que o tratamento de pacientes com estatinas, após terem sofrido um AVC hemorrágico, poderia aumentar o risco de hemorragia contínua. Contudo, o nosso estudo sugere que a interrupção do tratamento com estatinas pode acarretar riscos consideráveis”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Alexander Flint.

O estudo conduzido pelos investigadores do Instituto Kaiser Permanente, nos EUA, incluiu 3.491 indivíduos que foram admitidos no hospital com AVC hemorrágico. Foi avaliada a sobrevivência e o facto de os pacientes terem ou não tido alta médica, 30 dias após o AVC.

O estudo apurou que os pacientes que foram tratados com estatinas no hospital apresentavam uma maior probabilidade (81,6%) de estarem vivos 30 dias após o AVC hemorrágico, comparativamente com aqueles que não foram tratados com este tipo de fármacos, (61,3%).

A probabilidade de já terem tido alta ou de serem encaminhados para um centro de reabilitação era mais elevada para os pacientes tratados com estatinas (51.1%), comparativamente com aqueles sem este tratamento (35%).

Os pacientes que tomaram estatinas de forma descontinuada, ou seja, que foram tratados no âmbito da consulta externa antes de terem tido um AVC hemorrágico e que não receberam este tratamento no internamento tiveram um taxa de mortalidade de 57,8%, comparativamente com a taxa de mortalidade de 48,9% para os pacientes submetidos a um tratamento contínuo.

Desta forma, os autores do estudo concluíram que a toma de estatinas melhora os resultados após AVC hemorrágico e que, por outro lado, a sua toma descontinuada está a associada a piores resultados.

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Referência
JAMA Neurology

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