Especialistas pedem mais atenção ao cancro colorretalNotícias de Saúde

Quarta, 14 de Fevereiro de 2018 | 25 Visualizações

Fonte de imagem: Nagpur Today

O presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG), Luís Tomé, defendeu uma discussão aberta sobre o melhor método de prevenir o tumor colorretal.
 
O especialista disse à agência Lusa que "as pessoas não se apercebem da dimensão da questão, mas é uma coisa verdadeiramente brutal. Estamos perante um problema em que há uma mortalidade oito vezes superior àquela que acontece como consequência dos acidentes de viação".
 
Segundo Luís Tomé, a mortalidade associada ao cancro colorretal não para de aumentar em Portugal, enquanto outros países já conseguiram inverter essa tendência. De acordo com o especialista, de 2008 para 2014 houve mais 500 casos mortais em Portugal.
 
Os cancros do intestino grosso são possíveis de prevenir "porque os tumores desenvolvem-se quase sempre em cima de pólipos, que quando crescem de uma certa maneira transformam-se em estruturas malignas".
 
"Quando encontrarmos os pólipos [através da colonoscopia] e os removermos, evitamos que se desenvolvam tumores nos intestinos", sublinhou Luís Tomé, defendendo que todas as pessoas a partir dos 50 anos deviam realizar uma colonoscopia.
 
"A Direção-Geral de Saúde tentou implementar um sistema em que tentam encontrar as pessoas que têm pólipos, pesquisando o sangue oculto nas fezes, mas essa pesquisa é pouco sensível para detetar os pólipos, sendo mais sensível para detetar os tumores", disse.
 
Para Luís Tomé, o método que está a ser seguido "não é propriamente rigoroso", dando o exemplo dos Estados Unidos da América e também de países europeus, em que a prevenção assenta exclusivamente em colonoscopias, que permitam a remoção dos pólipos durante o exame.
 
Enquanto uma colonoscopia deve ser realizada de 10 em 10 anos, o teste de sangue oculto nas fezes tem de ser realizado todos os anos e a "experiência mostra-nos que as pessoas perdem a paciência e deixam de o fazer".
 
"Neste momento, as pessoas já estão mais sensibilizadas e já se realizam mais de 300 mil colonoscopias anuais em Portugal, pelo que estamos a começar a caminhar para um bom caminho", enfatizou Luís Tomé.

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Referência
Considerações do presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia

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