Espaços verdes aumentam bem-estarNotícias de Saúde

Terça, 30 de Abril de 2013 | 29 Visualizações

Os investigadores da University of Exeter Medical School"s European Centre for Environment & Human Health, no Reino Unido, constataram que esta associação se manteve mesmo após terem tido em conta alterações ocorridas nas vidas dos participantes ao longo do tempo, como emprego, estado civil, saúde física e tipo de habitação.

Os investigadores, liderados por Mathew White, constataram que viver numa zona urbana com níveis relativamente elevados de espaços verdes pode ter um impacto significativamente positivo no bem-estar, o equivalente a um terço do impacto de estar casado ou a um décimo do efeito de ter um emprego.

Os resultados mostram que em comparação com outros fatores que contribuem para o bem-estar, viver numa área com espaços verdes tem um efeito significativo.

Estudos anteriores já tinham sugerido que havia uma associação entre os espaços verdes e o bem-estar. Contudo, estes estudos não foram capazes de descartar a possibilidade das pessoas com maiores níveis de bem-estar terem simplesmente se deslocado para zonas mais verdes. Para tentar ultrapassar este problema, neste estudo os investigadores utilizaram dados longitudinais, ou seja, dados obtidos através da observação repetida dos participantes ao longo do tempo. No total, o estudo contou com a participação de 10.000 indivíduos que foram acompanhados entre 1991 e 2008.

De acordo com os autores do estudo estes resultados não provam que mudança para zonas verdes causa um aumento da felicidade, mas vai ao encontro de estudos experimentais que demonstraram que o contacto com zonas verdes durante um período curto de tempo aumentava o humor e função cognitiva.

Apesar do efeito individual ser pequeno, os possíveis efeitos dos espaços verdes na sociedade podem ser substanciais. “Estes resultados poderão ser importantes para os psicólogos e profissionais da saúde pública que estão interessados em conhecer os efeitos que a urbanização e planeamento das cidades podem ter na saúde e no bem-estar da população”, conclui Mathew White.

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Referência
Estudo publicado na revista “Psychological Science”

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