Esclerose múltipla: causa cada vez mais próxima de desvendarNotícias de Saúde

Quinta, 27 de Abril de 2017 | 160 Visualizações

Fonte de imagem: EmpowHER

Uma equipa de investigadores conduziu um estudo que levou a uma descoberta muito importante e que poderá fazer desvendar a causa da esclerose múltipla.
 
A equipa internacional de investigadores que envolveu a Escola de Medicina da Universidade de Exeter, Inglaterra, e a Universidade de Alberta, Canadá, descobriu um novo mecanismo celular que consiste numa anomalia estrutural nas células cerebrais que poderá ser a causa da doença, a qual poderá tornar-se na base da pesquisa de novos medicamentos para a doença.
 
A comunidade científica tem considerada a hipótese de as mitocôndrias, que são organelos celulares responsáveis pela produção de energia para a célula, estarem ligadas à causa da esclerose múltipla.
 
Para este estudo, a equipa de investigadores combinou ensaios clínicos e laboratoriais para explicar a forma como a mitocôndria fica com anomalias em pacientes com esclerose múltipla.
 
Os investigadores usaram amostras de tecido cerebral, tendo identificado que uma proteína conhecida como Rab32 foi detetada em quantidades elevadas nos cérebros de pessoas com esclerose múltipla. Por outro lado, a proteína encontrava-se praticamente ausente em células cerebrais saudáveis.
 
A equipa descobriu que quando a proteína Rab32 se encontra presente, o retículo endoplasmático, que é uma parte da célula que armazena cálcio aproxima-se muito da mitocôndria. Isto resulta numa falha de comunicação com o aporte de cálcio que desencadeia o mal funcionamento da mitocôndria, causando toxicidade nas células cerebrais dos pacientes com esclerose múltipla. 
 
Não se sabe ainda o que causa aquele influxo de proteína Rab32; a equipa avança a hipótese que essa anomalia poderá ter origem na base do retículo endoplasmático.
 
Este achado irá permitir investigar tratamentos eficazes que incidam sobre a proteína Rab32 e procurar determinar a existência de outras proteínas que possam estar envolvidas no desencadeamento da esclerose múltipla. 
 
“A esclerose múltipla pode ter um efeito devastador sobre a vida das pessoas. Afetando a mobilidade, a fala, a capacidade mental e mais. Até agora a medicina apenas consegue oferecer tratamentos e terapias para os sintomas – já que não conhecemos as causas precisas, a investigação tem sido limitada. Os nossos interessantes achados desvendaram uma nova via de exploração para os investigadores. É um passo fundamental e com o tempo esperamos que possa conduzir a novos tratamentos eficazes para a esclerose múltipla”, comentou Paul Eggleton, da Universidade de Exeter.

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Referência
Estudo publicado na revista “Journal of Neuroinflammation”

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