Epilepsia: nova abordagem no tratamento?Notícias de Saúde

Quinta, 18 de Maio de 2017 | 216 Visualizações

Fonte de imagem: horizon-neuroped

Um novo estudo permitiu identificar uma proteína que poderá proporcionar uma melhor resposta ao tratamento com fármacos por pacientes com epilepsia.
 
O estudo conduzido em colaboração por investigadores da Universidade de Liverpool, Inglaterra, e pelo Instituto Mario Negri, Itália, veio procurar resposta para a necessidade de novas formas de tratar os pacientes com epilepsia.
 
A epilepsia é a doença neurológica grave mais comum. A medicação atual consegue ser eficaz nas convulsões em apenas cerca de 30% dos doentes. São necessários, assim, novos fármacos que sejam mais eficientes.
 
Não se sabe ao certo a razão pela qual as pessoas desenvolvem convulsões e porque é que algumas progridem para epilepsia que é caracterizada por convulsões contínuas. Não se sabe também porque é que os fármacos atuais não controlam as epilepsias nalguns doentes. 
 
Ao que parece, a inflamação local no cérebro poderá estar envolvida na prevenção do controlo das convulsões. A inflamação aqui entende-se como o processo de reação do organismo a insultos, como ter uma convulsão. Na maioria dos caos, a inflamação desaparece, mas tal não ocorre num número reduzido de pacientes.
 
Para o estudo, a equipa de investigadores propôs-se analisar a forma de detetar a inflamação através de amostras sanguíneas, e se isso nos poderia permitir identificar novas formas de tratar pacientes no futuro de forma a reduzir essa inflamação e melhorar assim o controlo das convulsões.
 
Os investigadores investigaram uma proteína conhecida como alta mobilidade de grupo caixa-1 (HMGB1) que se encontra presente em formas diferentes nos tecidos e corrente sanguínea (denominadas isoformas) e que pode proporcionar um marcador para medir o nível da inflamação.
 
Os resultados demonstraram um aumento persistente nestas isoformas em pacientes com epilepsia diagnosticada recentemente e com convulsões continuadas, não respondendo aos fármacos para controlar a epilepsia. O mesmo não se observou em pacientes que tinham as convulsões controladas.
 
Outro estudo paralelo revelou que as isoformas da proteína HMGB1 poderão prognosticar a forma como as convulsões resultantes da epilepsia irão responder aos fármacos anti-inflamatórios. 
 
“Os nossos dados sugerem que as isoformas da HMGB1 representam alvos potenciais de tratamento, que poderão também identificar que pacientes vão responder a tratamentos anti-inflamatórios”, comentou Lauren Walker, autora principal do estudo.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Journal of Clinical Investigation”

Notícias Relacionadas