Envelhecimento: dieta rica em fibra reduz inflamação no cérebroNotícias de Saúde

Terça, 18 de Setembro de 2018 | 10 Visualizações

Fonte de imagem: The Natural Beauty

A fibra consumida através da alimentação poderá ajudar a evitar a produção de químicos que afetam a função cognitiva e motora típicas do processo de envelhecimento, atestou um estudo.
 
O consumo de fibra promove a proliferação de bactérias benéficas nos intestinos. Ao digerirem a fibra, aquelas bactérias produzem ácidos gordos de cadeia curta (AGCC), incluindo o butirato que tem “propriedades anti-inflamatórias sobre as microglias e demonstrou melhorar a memória em ratinhos quando administrado farmacologicamente”, disse Rodney Johnson, autor correspondente do estudo.
 
O estudo que foi conduzido em ratinhos por uma equipa de investigadores da Universidade de Illinois, EUA, revelou que o butirato inibe a produção de químicos prejudiciais pelas microglias inflamadas. Um desses químicos é a interleucina-1β que está associada à doença de Alzheimer em humanos.
 
Os investigadores tinham alimentado ratinhos jovens e idosos com dietas pobres e ricas em fibra, tendo posteriormente medido os níveis de butirato e de outros AGCC no sangue e ainda químicos inflamatórios nos intestinos dos roedores.
 
Como resultado, a dieta rica em fibra fez aumentar os níveis no sangue de butirato e de outros AGCC tanto nos ratinhos jovens como nos idosos. No entanto, apenas os ratinhos idosos revelaram inflamação após consumirem a dieta pobre em fibra, o que evidencia a vulnerabilidade que acarreta o envelhecimento.
 
No entanto, após consumirem a dieta rica em fibra, os ratinhos idosos tiveram uma redução substancial na inflamação intestinal, não se observando diferenças entre ambas as faixas etárias.
 
“A fibra alimentar pode realmente manipular o ambiente inflamatório nos intestinos”, concluiu Rodney Johnson.
 
Relativamente aos sinais de inflamação no cérebro, os investigadores observaram que a dieta rica em fibra fez reduzir o perfil inflamatório nos animais idosos. Embora o estudo tenha sido conduzido em ratinhos o investigador considera que os achados poderão aplicar-se também em humanos.

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Referência
Estudo publicado na “Frontiers in Immunology”

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