Encontradas bactérias em solo irlandês capazes de combater superbactériasNotícias de Saúde

Sexta, 04 de Janeiro de 2019 | 23 Visualizações

Fonte de imagem: WABE 90.1

Uma equipa de investigadores, que analisavam o solo da Irlanda há algum tempo, descobriram recentemente uma estripe de bactérias, até aqui desconhecida, eficaz no combate contra quatro das seis principais superbactérias resistentes aos antibióticos.

 

A resistência bacteriana é um problema crescente e descrito pela OMS como “uma das maiores ameaças à saúde global”, prevendo-se que mate milhões de pessoas em todo o mundo até 2050, o que faz desta descoberta, conduzida por investigadores da Universidade de Swansea, no Reino Unido, um contraponto positivo.

A nova estripe de bactérias foi apelidada pelos cientistas de Streptomyces sp. myrophorea. A equipa descobriu que era capaz de combater o crescimento de quatro importantes superbactérias: E. faecium(VRE), resistente à vancomicina; S. aureus (MRSA), resistente à meticilina; Klebsiella pneumoniae; e A. Baumanii, resistente à carbapenema.

Dr. Gerry Quinn, um dos investigadores da equipa da equipe de pesquisa e que já tinha conhecimento das propriedades curativas deste solo, afirmou: “A descoberta de substâncias antimicrobianas de Streptomyces sp.myrophorea ajudará na procura de novos medicamentos para o tratamento de bactérias multirresistentes, causadoras de muitas infeções perigosas e fatais”.

“Também descobrimos organismos antibacterianos adicionais a partir da mesma cura do solo, o que pode abranger um espectro mais amplo de patogénicos multirresistentes”, adiantou.

O solo analisado tem origem na localidade de Fermanagh, na Irlanda do Norte, conhecida por Boho Highlands. É uma área que já foi ocupada há 1500 anos por druidas e há 4 mil anos por povos neolíticos.

O professor Paul Dyson, da Escola de Medicina da Universidade de Swansea, salienta que “esta descoberta é um passo importante na luta contra a resistência aos antibióticos”, acrescentando ainda que os “resultados mostram que os medicamentos tradicionais merecem ser investigados na procura de novos antibióticos. Cientistas, historiadores e arqueólogos podem contribuir para esta tarefa. Parece que parte da resposta a este problema muito moderno pode estar na sabedoria do passado”.

A investigação foi publicada na Frontiers in Microbiology

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