Emagrecer pode reduzir enxaquecas em pacientes obesosNotícias de Saúde

Sexta, 29 de Março de 2019 | 12 Visualizações

Fonte de imagem: Everyday Health

Os pacientes obesos que sofrem de enxaqueca poderão beneficiar de uma melhoria na frequência dos ataques e intensidade da dor se perderem peso, concluiu um estudo recente.
 
O estudo, que foi liderado por Claudio Pagano da Universidade de Padova em Itália, envolveu a meta-análise de vários estudos e indicou ainda uma substancial melhoria na qualidade de vida nos pacientes obesos que tinham emagrecido.
 
Para a sua investigação, a equipa de Claudio Pagano identificou 10 estudos que incluíam 473 pacientes obesos com enxaqueca. A equipa analisou os efeitos da perda de peso através de cirurgia bariátrica ou de intervenção comportamental sobre a frequência e severidade das enxaquecas. 
 
Como resultado da sua meta-análise, os investigadores descobriram que a perda de peso estava associada a reduções significativas na frequência e duração das enxaquecas, intensidade da dor e incapacidade causada.
 
“Se sofrermos de enxaqueca e formos obesos, perder peso irá melhorar a nossa qualidade de vida familiar e social, assim como a produtividade no trabalho e na escola. A nossa qualidade de vida irá melhorar bastante”, comentou Claudio Pagano. 
 
O melhoramento observado nas enxaquecas não foi associado ao grau de obesidade ou quantidade de peso perdido. Adicionalmente, os efeitos benéficos sobre as enxaquecas foram semelhantes nas reduções de peso mediante cirurgia bariátrica e intervenção comportamental, e em adultos e crianças.
 
Os investigadores não conseguiram esclarecer os mecanismos que associam a obesidade, emagrecimento e enxaquecas. Contudo, especulam, aquela associação poderá ter a ver com alterações na inflamação crónica, nas comorbidades relacionadas com a obesidade e mesmo fatores de risco psicológicos e comportamentais. 
 
Claudio Pagano recordou ainda que “a perda de peso reduz o impacto de doenças associadas à obesidade, incluindo diabetes, hipertensão, doença coronária, acidente vascular cerebral e doenças respiratórias”. 

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Referência
Estudo apresentado no Congresso ENDO 2019

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