Em 20% dos casos a culpa da intolerância pode não ser da lactoseNotícias de Saúde

Sexta, 17 de Março de 2017 | 38 Visualizações

Fonte de imagem: Natue

Estudos revelam que 20% das pessoas consideradas intolerantes à lactose podem, na verdade, ser intolerantes a outra proteína do leite.

Cerca de 20% dos adultos diz que o leite de vaca lhes provoca problemas de digestão, pele e até aumento de peso. Cortando no consumo de leite e laticínios, sentem os problemas a desaparecer e assumem que são intolerantes à lactose.

O dietista Rick Miller destaca que há vários estudos científicos convincentes que sugerem que as pessoas podem não estar a reagir à lactose, mas a uma proteína chamada A1, particularmente encontrada no leite de vacas europeias.

Estima-se, segundo reporta a revista Healthista, que uma em cada cinco pessoas que se considera intolerante à lactose pode, na verdade, estar a ter reações à proteína A1 e não à lactose.

"Como a alergia à proteína do leite de vaca pode ser diagnosticada com relativa facilidade e não tende a durar até à idade adulta, a visão tradicional é de que as pessoas que têm problemas continuados com o leite são intolerantes à lactose".

"Existem duas proteínas principais no leite, soro e caseína. Dentro deste último, há dois subtipos chamados A1 e A2. Estas são variantes genéticas naturais que ocorrem no leite de vaca."

“Enquanto o leite materno humano, o leite de cabra, o leite de ovelha e todos os outros leites de mamíferos contêm apenas proteína tipo A2; A proteína A1 parece ser encontrada apenas em vacas leiteiras europeias", diz Miller.

"Pensa-se que a A1 apareceu aproximadamente há 5000 anos; E isso aconteceu em conjunto com o início da agricultura leiteira intensiva. No entanto, se viajar para locais como África e Índia, as vacas locais só produzem proteína A2 nos seus leites”.

Miller explica que a proteína A1 pode ser responsável pelos sintomas que tendemos a associar com a intolerância à lactose, desde a barriga inchada à prisão de ventre ou a problemas de pele como eczema.

Agora, as empresas estão a apostar na criação de vacas cujo leite é livre dessa proteína e que só contém A2.

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Referência
Vânia Marinho

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