Eis a solução para nunca mais esquecer o nome de alguémNotícias de Saúde

Segunda, 12 de Outubro de 2015 | 24 Visualizações

Fonte de imagem: davidw.edub

A ciência voltou a dar cartas e a decifrar mais uma solução para um dos problemas recorrentes do dia-a-dia: o esquecimento do nome de determinadas pessoas.

Victor Boucher, da Universidade de Montreal, diz ter a solução para o esquecimento do nome de determinadas pessoas. Segundo este investigador – e um dos autores do estudo que vai ser publicado na Consciousness and Cognition – o segredo está em repetir.

Mas, aqui, repetir não é apenas dizer vezes a fio o nome. É preciso repeti-lo e dizê-lo « a outras pessoas, lê-se num artigo partilhado pelo Huffington Post.

Segundo Boucher, “repetir alto” ou simular a palavra com os lábios é bom para a memória, contudo, se tal for feito em contexto social, isto é, numa conversa, o “efeito é melhor em termos de informação recordada”, o que facilita o acesso (ou novo acesso) a informações anteriormente armazenadas na memória.

O estudo

Para o estudo, diz o jornal digital, participaram 44 estudantes de língua francesa que tiveram que ler um conjunto de palavras enquanto usavam uns fones que emitiam um ruido para que não conseguissem ouvir a própria voz.

Durante a leitura, os indivíduos tiveram que realizar quatro diferentes ações: repetir a palavra ‘na cabeça’, repetir em silêncio simulando a leitura com os lábios, repetir em voz alta ao olhar para o ecrã e repetir em voz alta enquanto falavam para outra pessoa.

Após esta fase, os estudantes foram desafiados a relembrar algumas das palavras que tinham lido e foram os termos repetidos em conversa com outra pessoa os que mais vezes foram recordados.

Contudo, o mecanismo de repetir as palavras simulando a sua leitura com os lábios é também benéfico para a memória, uma vez que “cria um vínculo sensório-motor [a mensagem que vem de um dos nossos cinco sentidos e é processada pelo nosso cérebro] que aumenta a nossa capacidade de lembrar”, capacidade que aumenta quando se alia a “funcionalidade de expressão”.

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