É possível prognosticar alterações na glicemia em jovens com diabetes tipo 1?Notícias de Saúde

Quarta, 13 de Junho de 2018 | 5 Visualizações

Fonte de imagem: Pulse Headlines

Uma equipa de investigadores identificou prognosticadores claros da necessidade de alterar o nível de insulina e de oscilações na hemoglobina glicada (A1C) em jovens com diabetes de tipo 1.
 
A gestão da diabetes de tipo 1 nos primeiros anos após o diagnóstico pode ser bastante problemática. As necessidades de insulina mudam ao longo das várias etapas da vida: infância, puberdade, início da idade adulta e posteriormente.
 
Lori Laffel, autor sénior do estudo do Centro da Diabetes Joslin, e equipa daquela instituição e da Universidade de Harvard, EUA, acompanharam jovens pacientes com diabetes de tipo 1 durante um período de 20 anos, e conseguiram identificar prognosticadores do aumento dos níveis de A1C, assim como formas de melhorar o controlo da glicemia em jovens.
 
Os investigadores recrutaram 635 crianças e jovens, com 7 a 24 anos de idade e monitorizaram as oscilações nas doses de insulina e níveis de A1C dos jovens participantes ao longo de duas décadas.
 
A equipa analisou as doses de insulina e de controlo da glicemia por idade, regime de insulina (bomba ou injeção), e peso (normal ou excesso de peso/obesidade). Foram ainda identificados os fatores clínicos associados à alteração na glicemia ao longo do tempo.
 
Como resultado, foi apurado que no fim da adolescência e início da idade adulta (16 e 24 anos de idade), os níveis de A1C eram mais elevados nas raparigas do que nos rapazes.
 
As doses de insulina eram mais elevadas nas raparigas do que nos rapazes entre os 8 e os 13 anos de idade, mas mais elevadas nos rapazes do que nas raparigas entre os 16 e os 21 anos. O estudo demonstrou ainda a necessidade de ter em atenção a deterioração glicémica que ocorre a partir dos 15 anos até ao início da idade adulta, especialmente nas raparigas.
 
Mais, os utilizadores de bombas de insulina requeriam menos doses de insulina e apresentavam níveis mais baixos de A1C ao longo do tempo, em relação aos utilizadores de injeções, sendo, portanto, as bombas mais eficazes no controlo da glicemia.
 
Relativamente ao peso, não se observou diferenças nos níveis de A1C entre os pacientes com peso normal e os com excesso de peso ou obesos. No entanto, estes últimos pacientes tomavam doses mais elevadas de insulina entre os 8 e os 13 anos.
 
Este estudo demonstra a forma como os médicos podem otimizar o controlo da glicemia até ao início da idade adulta dos pacientes.
 
“Os resultados deste estudo oferecem mais evidência sobre a necessidade de se ser mais agressivo no aumento das doses de insulina atempadamente para combater o aumento dos níveis de A1C observados durante a infância e adolescência”, concluiu Lori Laffel.
 

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Referência
Estudo publicado na revista “Diabetic Medicine”