É possível detetar o cancro precocemente com uma análise ao sangue?Notícias de Saúde

Segunda, 19 de Novembro de 2018 | 41 Visualizações

Fonte de imagem: huffington

Uma equipa de investigadores desenvolveu uma análise ao sangue que pode detetar o cancro nos seus estádios iniciais.
 
Num estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Daniel de Carvalho, do Centro do Cancro Princess Margaret, Canadá, a nova análise combina uma “biópsia líquida”, alterações epigenéticas e aprendizagem de máquinas.
 
Segundo o investigador, este achado poderá possibilitar a deteção mais precoce do cancro, o que torna mais fácil tratar a doença, mesmo antes de os sintomas se manifestarem.
 
“Um dos maiores problemas no cancro é detetá-lo inicialmente. Tem sido um problema do tipo ‘agulha num palheiro’ encontrar uma mutação específica no sangue, que é uma num bilião, especialmente nos estádios mais iniciais, em que a quantidade de ADN tumoral no sangue é mínima”, explicou Daniel de Carvalho.
 
Os investigadores analisaram as alterações epigenéticas em vez de mutações, e conseguiram identificar milhares de modificações únicas para cada tipo de cancro.
 
Seguidamente, empregaram uma abordagem “big data” para aplicarem aprendizagem de máquina na criação de classificadores que pudessem identificar nas amostras de sangue a presença de ADN derivado de cancro e determinar o tipo. 
 
A equipa descreveu que este método transforma o problema de “encontrar uma agulha num palheiro” em “encontrar milhares de agulhas num palheiro”, o que o torna mais fácil de gerir pois o computador passa a ter, apenas, que encontrar algumas agulhas e definir em que palheiro se encontram. 
 
A origem e tipo de cancro foram identificados através da comparação de 300 amostras de tumores de pacientes com sete tipos de cancro (pulmão, colorretal, pâncreas, mama, leucemia, bexiga e rim) e amostras de dadores saudáveis com a análise de ADN circulante livre de células no plasma sanguíneo. Em cada amostra, o ADN do plasma correspondeu ao ADN tumoral. Até à data, a equipa classificou e fez corresponder mais de 700 amostras tumorais e sanguíneas de mais tipos de cancro.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature”

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