É necessário um mapa de risco da radioatividade naturalNotícias de Saúde

Quarta, 23 de Janeiro de 2019 | 3 Visualizações

A criação de um mapa de risco para a exposição a radiações ionizantes em Portugal foi defendida pelo Laboratório de Radioatividade Natural (LRN) da Universidade de Coimbra, divulgou a agência Lusa.
 
O LRN “é o primeiro laboratório da Península Ibérica a obter acreditação da norma ISO 17025 para avaliação de todos os parâmetros radiológicos que permitem responder à globalidade das exigências impostas pela União Europeia (UE) relativas à proteção contra os perigos da exposição a substâncias radioativas naturais”.
 
Tal significa “a chancela de confiança máxima” para as instituições que procurem os serviços do laboratório, sublinha.
 
O laboratório de Coimbra “é o primeiro na Península Ibérica a conseguir acreditação para a globalidade dos parâmetros impostos pela União Europeia”, refere Alcides Pereira, diretor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
 
A acreditação permite igualmente “criar um polo de excelência na área da radioatividade natural (…) por forma a contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico de práticas sustentáveis que protejam a saúde das populações”.
 
Essa radioatividade está “presente no ambiente e tem origem em elementos naturais”, como a água, o ar e os materiais de construção, entre outros.
 
Alcides Pereira defende a elaboração de “um mapa de risco que identifique as zonas mais problemáticas do país no que respeita à exposição do ser humano a radiações ionizantes de origem natural”.
 
“Estamos continuamente expostos a diferentes fontes de radiação natural, sendo por isso necessário perceber quais os locais mais problemáticos no território português e propor medidas que protejam as populações e que permitam mitigar os impactos dessa exposição”, acrescenta.
 
Sendo a região Centro “a zona do país mais afetada pelos problemas associados à exposição de radiações ionizantes de origem natural, importa perceber e controlar o nível de exposição”, preconiza o especialista.

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Referência
Considerações do Laboratório de Radioatividade Natural (LRN)