É mulher e passa frio no trabalho? Descubra porquê.Notícias de Saúde

Segunda, 31 de Agosto de 2015 | 108 Visualizações

Fonte de imagem: mayraantonietta

O ar condicionado sempre foi alvo de discussões no trabalho, especialmente para as mulheres que estão constantemente com frio, mesmo estando no pico do verão. Se é o seu caso, saiba que não está sozinha e há uma explicação lógica para isso.

Por norma, são mais as mulheres que reclamam a temperatura do ar condicionado, no local de trabalho. Mas não fazem por implicância. A explicação é simples: além de serem mais friorentas, as temperaturas dos escritórios estão programadas para agradar mais o metabolismo dos homens, do que o das mulheres, defende um estudo publicado na revista Nature.

Segundo o grupo de investigadores da Universidade de Maastricht, na Holanda, isto acontece porque geralmente as mulheres são mais pequenas e tendem a possuir menos músculo e mais células adiposas do que os homens, aumentado a probabilidade de se sentirem mais friorentas no local de trabalho.

Os investigadores quiseram avaliar se o cálculo da temperatura interior ótima seria alterado com a inclusão dos dados relativos ao metabolismo feminino. Para isso, mediram os ritmos metabólicos de um pequeno grupo de 16 mulheres jovens que trabalhavam sentadas a uma secretária. A conclusão foi de que os ritmos metabólicos destas mulheres eram mais baixos do que a temperatura ambiente do local de trabalho, as quais ainda se regem pelos números-padrão definidos pelos cientistas e reguladores nos 60 e 70. Recorde-se que nesta altura os homens eram o género dominante nos trabalhos, pelo que os valores foram definidos com base na taxa metabólica de um homem de 40 anos, com 70 kg.

As conclusões sugerem que, além do género, as temperaturas padrão deveriam ter em conta a idade das pessoas, o seu tamanho e o tipo de trabalho que estão a fazer.  Esta descoberta permitiu também suportar investigações anteriores que defendem que as mulheres preferem temperaturas com mais 2,5°C do que a desejada pelos homens.

Estudo: Aqui

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Referência
Estudo publicado na revista Nature.

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