Dormir com luz artificial pode aumentar o peso em mulheresNotícias de Saúde

Sexta, 14 de Junho de 2019 | 7 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Um estudo recente demonstrou que dormir com luz artificial ou televisão ligada no quarto poderá constituir um fator de risco para a obesidade.
 
Conduzido por investigadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, o estudo foi o primeiro a estabelecer uma associação entre qualquer exposição à luz artificial durante o sono e o aumento de peso corporal em mulheres, sugerindo que eliminar a luz à hora de dormir poderá reduzir o risco de obesidade.
 
Os investigadores basearam-se em dados recolhidos num questionário conhecido como Estudo das Irmãs, que analisa fatores de risco para o cancro da mama e outras doenças.
 
Os dados do estudo incluíam detalhes sobre 43.722 mulheres com idades compreendidas entre os 35 e os 74 anos, sem historial de cancro e doenças cardiovasculares que não trabalhavam por turnos, não dormiam durante o dia ou não estavam grávidas no início do mesmo.
 
As mulheres indicaram se dormiam sem luz artificial ou com luz fora do quarto, uma luz de presença ou uma luz ou televisão ligada dentro do quarto. A altura, peso e perímetro abdominal das participantes foram também registados, e as mesmas foram acompanhadas durante cinco anos.
 
Os resultados variaram segundo os níveis de exposição a luz artificial à noite. O uso de uma luz de presença não foi associado a um aumento no peso; dormir com uma luz acesa ou a televisão ligada foi associado a uma possibilidade 17% maior de aumento de cinco quilogramas no peso; dormir com uma luz acesa fora do quarto exerceu um efeito menor sobre o aumento de peso. 
 
“Os humanos estão geneticamente adaptados a um ambiente natural que consiste em luz solar durante o dia e escuridão à noite”, comentou Chandra Jackson, coautora do estudo.
 
“A exposição à luz artificial durante a noite poderá alterar as hormonas e outros processos biológicos de formas que façam aumentar o risco de problemas de saúde como a obesidade”, explicou a investigadora. 

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Referência
Estudo publicado na revista “JAMA Internal Medicine”

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