Dores de cabeça e pescoço começam a afetar médicos dentistas já na Faculdade, alerta estudoNotícias de Saúde

Quinta, 12 de Janeiro de 2017 | 34 Visualizações

Fonte de imagem: TaCerto

Estudantes universitários de Medicina Dentária já sofrem das dores músculo-esqueléticas que afetam os médicos dentistas, revela estudo realizado no King’s College London Dental Institute e publicado no British Dental Journal. Ao questionarem 380 estudantes deste Instituto, os investigadores constataram que cerca de metade dos inquiridos tinha sofrido longos períodos de dor na região lombar e outras zonas do sistema músculo-esquelético. Para piorar o cenário, apenas um quinto dos estudantes tinha procurado tratamento médico para estes problemas.

Descurar a procura de ajuda pode levar ao aparecimento de sérios problemas de saúde numa fase posterior da vida, incluindo lesões a nível músculo-esquelético, alertam os investigadores. Embora seja conhecido que a dor, no caso dos dentistas em atividade, se deve à postura incorreta e ao facto de permanecerem estáticos durante os tratamentos, este estudo é o primeiro a fazer uma análise exaustiva para perceber em que momento se inicia este problema da carreira em Medicina Dentária.

De acordo com os resultados, a dor na região lombar apresentava já uma elevada prevalência no seio dos estudantes do Instituto Dentário, com mais de 50% dos inquiridos a admitir ter sentido dor lombar durante, pelo menos, 30 dias ao longo de cada ano do seu programa BDS (Bachelor of Dental Service). Para evitar um agravamento dos problemas, os investigadores apresentaram aos estudantes medidas preventivas, incluindo um personal trainer para aconselhar os exercícios a realizar e estratégias a adotar para ajudara melhorar a sua postura a curto prazo, bem como uma utilização mais generalizada de lupas.

Além disso, Mark Ide, coautor do estudo, anunciou ter iniciado um trabalho com colegas da British School of Osteopathy com o objetivo de averiguar a eficácia de algumas técnicas de auto-tratamento para ajudar a aliviar os problemas. “As dores crónicas no pescoço ou costas são um problema reconhecido no seio da comunidade de profissionais de saúde dentária, chegando por vezes a um ponto que obriga alguns profissionais a abandonar o trabalho clínico,” afirmou Mark Woolford, Diretor do Instituto de Medicina Dentária. “É essencial que as escolas de Medicina Dentária estejam cientes deste problema e tomem as medidas necessárias para educar e apoiar estes profissionais de saúde no estágio, logo no início da sua carreira.”

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