Doentes com psoríase têm mais probabilidade de sofrer de depressãoNotícias de Saúde

Quinta, 27 de Outubro de 2016 | 318 Visualizações

Fonte de imagem: Tua Saúde

Seis em cada dez doentes de psoríase afirmam que a doença tem um impacto negativo na sua vida e mais de metade apresenta sinais de ansiedade e depressão, revela um estudo realizado pelo Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto (Brasil).

Entre os 300 pacientes inquiridos, 44% acrescentam que passaram a ter uma vida mais sedentária e com menos atividade física e 44,3% referem ter dores no corpo. No âmbito do dia Mundial da Psoríase que se assinala dia 29 de Outubro, Hélder Flor - psicólogo e terapeuta de Medicina Tradicional chinesa -, alerta para os perigos da falta de sensibilidade para esta doença e para o sub-diagnóstico.

Recorde-se que a psoríase é uma doença inflamatória sem cura que afeta aproximadamente 3% da população mundial, o que equivale a cerca de 250 mil portugueses, tanto do sexo masculino como do feminino e de qualquer idade. No entanto, continua sub diagnosticada.

Muitas vezes é confundida com outras doenças de pele, como as micoses, e até com alergias ou caspa, quando afeta o couro cabeludo. Isto faz com que o diagnóstico e o tratamento sejam tardios. Além disso, há muitas pessoas que acabam por não procurar ajuda porque se sentem mal com o aspeto de descamação e vermelhidão da pele da zona afetada e, simultaneamente, acabam por se fechar e sair o mínimo de casa”, refere o psicólogo e especialista em medicina tradicional chinesa Hélder Flor, em comunicado enviado às redações.

O desconforto, a baixa auto-estima, o desconhecimento da doença e até o receio de ser contagiosa acabam por deixar estes pacientes mais isolados e com sinais frequentes de depressão e ansiedade”, continua o especialista que explica como a prevenção dos surtos de psoríase pode ser feita recorrendo à acupunctura que ajuda a diminuir o stress, um dos fatores que está na origem destas crises.

Parar de fumar, diminuir o consumo de álcool, apanhar sol, mas com proteção UV, e fazer exercício físico para controlar o stress e a ansiedade também são importantes mudanças de comportamento que o especialista recomenda.

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Referência
Vânia Marinho

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