Doenças respiratórias: Os sintomas que nunca deve desvalorizarNotícias de Saúde

Segunda, 04 de Abril de 2016 | 124 Visualizações

Fonte de imagem: cellulablog

Quando uma gripe é mais do que isso, ou quando o cansaço e a tosse matinal vão muito além dos sintomas normais do tabagismo.

No que toca à saúde respiratória, muitos sintomas acabam por passar despercebidos ou por se confundir com sintomas de problemas de saúde pouco graves. Mas é imperativo estar atento e informar o médico de família dos sintomas.

Por dia morrem 47 portugueses devido a doenças do foro respiratório.

Sabia que um em cada cinco doentes internados com pneumonia acaba por morrer? E que a maioria até morre nos primeiros dois dias de internamento porque já chega ao hospital demasiado tarde?

Na apresentação do Relatório Anual das Doenças Respiratórias, realizada na Fundação Portuguesa do Pulmão, o médico pneumologista e presidente da fundação Dr. Artur Teles de Araújo destacou que em relação às doenças respiratórias o mais importante é prevenir.

Entre as formas de prevenir a pneumonia e as doenças respiratórias em geral, o especialista destaca que é essencial deixar de fumar, manter-se longe da poluição, manter a casa aquecida e sem humidade e, claro, ter acesso a cuidados de saúde.

Mas há outra doença respiratória facilmente ‘desvalorizada’ que se deve sublinhar e que teve relevância neste relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias. A DPOC - Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica – uma condição queleva à diminuição da função respiratória e à mudança do tecido pulmonar, tirando qualidade de vida ao paciente e levando à morte.

O Lifestyle ao Minuto falou com José Albino, atual presidente da Respira - Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas e doente com DPOC há 16 anos, destaca que como esta doença afeta maioritariamente fumadores e ex-fumadores, os sintomas acabam por ser confundidos com os do tabagismo.

Tosse ou expetoração crónica ou dispneia de esforço, dificuldades respiratórias, cansaço, perda de força, infeções respiratórias são alguns dos sintomas.

O diagnóstico, como destacam José Albino e o pneumologista Dr. António Carvalheira Santos,  passa pela execução de uma espirometria – que funciona como um teste de alcoolemia – que mede a função pulmonar.

José Albino sublinha que a única forma de regredir a DPOC é deixando de fumar e adotando alguns cuidados diários. E conta que talvez por isso muitas pessoas evitam ir ao médico porque receiam ter de deixar de fumar.

Este relatório revelou que nos 117.807 doentes com DPOC, apenas cerca de 9% têm diagnóstico confirmado por espirometria – o que para o Dr. António Carvalheira Santos uma questão de “inércia” por parte dos pneumologistas, que acabam, como o próprio diz, por pedir outros exames de que o paciente não precisa.

Sublinha ainda que é essencial que os pneumologistas comecem a pedir Reabilitação Respiratória dos seus pacientes – algo em que Portugal investe muito pouco.

Já em relação às pneumonias é essencial, segundo estes especialistas, não desvalorizar uma gripe que dura há vários dias, não praticar automedicação e ter acesso a cuidados de saúde primários (nos Centros de Saúde) para que possam ser tratados em regime de ambulatório. 

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