Doenças do aparelho circulatório e cancro são as que mais afetam os portuguesesNotícias de Saúde

Quarta, 10 de Abril de 2019 | 9 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

As doenças cerebrocardiovasculares, como os AVC, e as doenças oncológicas são as que mais afetam os portugueses e as principais causas de morte em Portugal.
 
Segundo apurou a agência Lusa, com base em números do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Estatística, as doenças do aparelho circulatório representam quase 30% do total da mortalidade em Portugal, enquanto os tumores malignos representam 25%.
 
Contudo, as doenças cerebrocardiovasculares apresentam uma tendência de descida na mortalidade, enquanto as doenças oncológicas têm tido “um aumento muito significativo entre a população portuguesa”, como referido no documento “Retrato da Saúde 2018” disponível no Portal do SNS.
 
Os tumores malignos contribuíram para mais de 27.500 mortes em 2017, surgindo como segunda causa, com um aumento de 0,5% em relação ao ano anterior.
 
Segundo o relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre as principais causas de morte, divulgado no início deste ano com dados de 2017, as doenças do aparelho circulatório foram responsáveis por cerca de 32.300 mortes, uma redução de 1,3%.
 
Um dos fatores de risco para a doença cardiovascular é a hipertensão, que afeta mais de um terço da população entre os 25 e os 74 anos, segundo dados do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico promovido pelo Instituto Nacional de Saúde (INSA).
 
Também a obesidade surge como um dos fatores de risco com mais peso nas doenças em Portugal. O mesmo inquérito do INSA mostrou que 28,7% dos portugueses adultos têm obesidade e que, entre as crianças, mais de 30% apresentaram excesso de peso, apesar de este número ter diminuído nos últimos oito anos.
 
Em termos de indicadores globais de saúde, a esperança média de vida continua a aumentar em Portugal, situando-se nos 80,8 anos no período entre 2015 e 2018: 77,7 anos para os homens e 83,4 para as mulheres.
 
Os dados do INE indicam que, numa década, houve um aumento de 2,3 anos de vida para o total da população.
 
Também no que respeita à esperança média de vida aos 65 anos, 2017 registou até agora o “valor mais elevado de sempre”, com 19,45 anos de vida a partir dos 65 para o total da população.

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