Doença renal: novos marcadores descobertosNotícias de Saúde

Terça, 13 de Outubro de 2015 | 64 Visualizações

Fonte de imagem: ferreiradelmiro

Investigadores alemães descobriram novos marcadores sanguíneos que podem conduzir a um diagnóstico melhorado e precoce da doença renal, sugere um estudo publicado no “Journal of the American Society of Nephrology”.
 
A doença renal crónica é um grande desafio para a saúde pública, contribuindo para a insuficiência renal, doença cardíaca e morte prematura. Embora seja importante identificar precocemente os indivíduos com doença renal crónica, de modo a evitar complicações, as medidas da função renal são habitualmente baseadas nas concentrações sanguíneas do metabolito creatinina, que só começam a ficar elevadas após perda de 50% da função renal. Adicionalmente, as concentrações de creatinina são influenciadas por outros fatores, tais como a massa muscular.
 
Com o intuito de encontrar melhores marcadores da função renal, os investigadores da Universidade de Freiburg e do Helmholtz Center Munich, na Alemanha, mediram a concentração de quase 500 metabolitos no sangue de milhares de indivíduos.
 
Os metabolitos são produzidos através de processos metabólicos em curso e muitos são eliminados do organismo através dos rins. Quando a função dos rins fica afetada, a concentração destes metabolitos no sangue pode aumentar.
 
Os investigadores identificaram seis metabolitos que estão particularmente associados à função renal. Adicionalmente, verificou-se que dois dos metabolitos, a pseudouridina e o C-manosil-triptófano, eram, comparativamente com a creatinina, bons indicadores da função renal e da progressão de doença.
 
“Estes marcadores são, portanto, candidatos promissores para melhorar ainda mais a estimativa de função renal ao combinar estes dados com informação das concentrações da creatinina. Isto poderá conduzir a um melhor diagnóstico da doença renal crónica, permitindo o tratamento e prevenção de complicações”, conclui uma das autoras do estudo, Anna Köttgen.

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Referência
Estudo publicado no “Journal of the American Society of Nephrology”