Doença de Parkinson pode ser diagnosticada através de exame ocularNotícias de Saúde

Sexta, 19 de Agosto de 2016 | 41 Visualizações

Fonte de imagem: centrocampineiro

Investigadores britânicos desenvolveram um exame capaz de detetar alterações ocorridas nos olhos que poderá potencialmente diagnosticar a doença de Parkinson antes do desenvolvimento dos sintomas.

A doença de Parkinson afeta, presentemente, uma em cada 500 pessoas e é a segunda doença neurodegenerativa mais comum em todo o mundo.

Segundo a notícia avançada pela BBC e à qual a agência Lusa teve acesso, os investigadores da University College London, no Reino Unido, verificaram, em experiências realizadas em ratinhos, que era possível observar mudanças na parte posterior do olho antes da manifestação de sintomas visíveis da doença.

De acordo com a responsável do estudo, Francesca Cordeiro, esta descoberta implica "um avanço potencialmente revolucionário nos diagnósticos e tratamento precoce de uma das doenças mais debilitantes do mundo".

"Estes exames implicam que poderemos ser capazes de intervir muito antes e de forma mais eficaz para tratar as pessoas que sofrem desta condição devastadora", explicou o investigador.

Entre os sintomas da doença contam-se tremores nas mãos, braços, pernas e queixo, rigidez muscular, lentidão de movimentos e dificuldades de coordenação e equilíbrio, o que reduz progressivamente a qualidade de vida do doente.

Atualmente não existe qualquer imagem digital cerebral ou análise sanguínea que possa resultar num diagnóstico definitivo para a doença de Parkinson.

O diretor da organização de combate à doença Parkinson UK, Arthur Roach, disse existir uma "necessidade urgente de conseguir uma maneira simples e precisa de detetar esta condição, em particular nas fases iniciais".

O investigador acrescentou que, embora a investigação se encontre "na sua infância e ainda deva ser testada em doentes de Parkinson, um exame simples e não-invasivo – como um exame aos olhos – poderá ser um passo significativo em frente na investigação de tratamentos que possam erradicar as causas" da doença, "em vez de mascarar sintomas".

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Referência
Estudo da University College London

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