Doença de Alzheimer: marcador sanguíneo indica risco de doençaNotícias de Saúde

Sexta, 19 de Junho de 2015 | 165 Visualizações

Investigadores do Reino Unido descobriram uma proteína do sangue que poderá ser indicadora de distúrbios cognitivos leves, uma condição associada a um risco aumentado de doença de Alzheimer e outras demências, muito antes de os sintomas aparecerem, dá conta um estudo publicado na revista “Translational Psychiatry”.

“Apesar de ainda estarmos à procura de um tratamento eficaz para a doença de Alzheimer, o que sabemos é que é mais provável a prevenção da doença ser eficaz do que a sua reversão", revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Steven Kiddle.

Embora a ressonância magnética e a tomografia por emissão de positrões mostrem sinais dos sintomas antes de estes se manifestarem, este tipo de procedimentos são dispendiosos e necessitam de instalações especializadas.

Com o intuito de encontrar uma alternativa a estes procedimentos, os investigadores do King"s College London, no Reino Unido, analisaram mais de 1000 proteínas no sangue de 212 indivíduos, correspondentes a 106 pares de gémeos. A capacidade cognitiva de cada participante foi avaliada utilizando um teste conhecido por ser sensível na deteção precoce de alterações cognitivas associadas à doença de Alzheimer. Estes resultados foram comparados com os níveis de proteína medido no sangue de cada paciente.

Os investigadores constataram que os níveis de uma proteína específica, a MAPKAPK5, eram menores no sangue dos indivíduos cuja capacidade cognitiva diminuiu significativamente ao longo de 10 anos. Os níveis de MAPKAPK5 pareciam estar associados a alterações cognitivas tanto nos pares de gémeos como em indivíduos isolados.

“O próximo passo será a replicação da nossa descoberta num estudo independente, e confirmar se é ou não específico para a doença de Alzheimer, uma vez que pode levar ao desenvolvimento de um teste de sangue fiável, que ajudaria os médicos a identificar as pessoas mais adequadas para ensaios clínicos de prevenção, referiu Steven Kiddle.

"Acreditamos que a nossa investigação tem o potencial de beneficiar as vidas daqueles que atualmente não têm sintomas da doença de Alzheimer, mas correm o risco de desenvolver a doença", conclui a coautora Dr. Claire Steves.

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Referência
Estudo publicado na revista “Translational Psychiatry”

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