Doença de Alzheimer: Identificado mecanismo envolvido na perda de memóriaNotícias de Saúde

Quarta, 22 de Janeiro de 2014 | 174 Visualizações

Visão artística de aglomerados beta-amilóides (vermelho) a ligarem-se a receptores neuronais (verde)

CORTESIA DE  ERIC SMITH, CARLA SHATZ E TAEHO KIM

Investigadores americanos identificaram uma proteína no cérebro que desempenha um papel importante na perda da memória dos pacientes com doença de Doença de Alzheimer, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Neuroscience”.

Na doença de Alzheimer há acumulação de uma proteína conhecida por beta-amilóide, a qual induz ao aparecimento da inflamação. Esta por seu turno, induz determinadas modificações em genes que interrompem o funcionamento de sinapses no cérebro, e que consequentemente conduzem à perda de memória. Por outro lado, sabe-se que a proteína denominada por neuroligina-1 (NLGN1) está envolvida na formação da memória.

Através da utilização de modelos animais, os investigadores da Cleveland Clinic, nos EUA, constataram que durante este processo neuroinflamatório, ocorrem alterações epigenéticas na NLGN1 que quebram a rede sináptica no cérebro, a qual é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das memórias. A destruição desta rede pode assim conduzir ao tipo de perda de memória presente nos pacientes com doença de Alzheimer.

“A doença de Alzheimer é uma doença desafiante, tendo sido analisada pelos investigadores sob vários ângulos. Esta descoberta poderá assim fornecer novas ferramentas para prevenir e tratar esta condição”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Mohamed Naguib.

Estudos anteriores realizados pela mesma equipa de investigadores já tinham identificado um composto, o MDA7, com potencial capacidade de interromper o processo neuroinflamatório que conduz à modificação da proteína NLGN1. Em estudos realizados em modelos animais foi verificado que o tratamento com este composto, restaurou a cognição, a memória e a plasticidade sináptica, que desempenha um papel importante na aprendizagem e memória.

Após terem já levado a cabo alguns estudos preliminares em humanos, os investigadores estão agora a iniciar ensaios clínicos de fase I para a avaliação da segurança do MDA7.

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Autor
Estudo publicado na revista “Nature Neuroscience” / Alert
Referência
Investigadores da Cleveland Clinic

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