Doença cardíaca comum associada a morte súbitaNotícias de Saúde

Sexta, 28 de Setembro de 2018 | 13 Visualizações

Fonte de imagem: Cedars-Sinai

Um novo estudo descobriu uma associação entre a morte súbita cardíaca e uma doença cardíaca comum, conhecida como prolapso da válvula mitral ou sopro no coração.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, o estudo teve como base a análise de mais de 7.600 estudos e apurou que 12% das vítimas de morte cardíaca súbita sem uma causa específica apresentavam prolapso da válvula mitral.
 
Rajiv Mahajan, autor principal do estudo explicou que o prolapso da válvula mitral é uma doença em que as abas da válvula mitral, que permitem que o sangue flua de uma câmara para outra, não se fecham, mas dá-se sim o abaulamento (prolapso) das abas da válvula no átrio esquerdo quando o ventrículo esquerdo se contrai. A doença afeta cerca de 12 em cada 1.000 pessoas globalmente.
 
“Ao longo dos anos, bastantes estudos de caso têm sido conduzidos que associam o prolapso das válvulas mitrais à morte cardíaca súbita; no entanto a ligação não tinha sido confirmada”, continuou o investigador.
 
“A nossa análise confirma a associação e indica que a incidência da morte cardíaca súbita em pacientes com prolapso da válvula mitral é significativa, com 14 em 1.000 por ano”, revelou.
 
Adicionalmente, os investigadores identificaram um conjunto de características que colocam os pacientes com prolapso da válvula mitral na categoria de risco elevado de sofrerem arritmia cardíaca grave e morte cardíaca súbita.
 
Apesar de o prolapso da válvula mitral ser uma doença comum e não necessitar de tratamento em muitos dos casos, os investigadores observaram que certas características, como a presença de músculo cardíaco fibroso, o abaulamento grave de ambas as abas da válvula mitral e vazamento elevado da válvula mitral tinham sucedido em pacientes com prolapso da válvula mitral submetidos a reanimação por paragem cardíaca, o que sugere que estes pacientes serão de alto risco.

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Referência
Estudo publicado na revista “Heart”

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