Divórcio dos pais faz aumentar risco de doença nos filhosNotícias de Saúde

Terça, 30 de Maio de 2017 | 33 Visualizações

Fonte de imagem: Parhlo

O estudo conduzido por uma equipa de investigadores das Universidades de Compostela e de Vigo, propôs-se avaliar o risco de problemas de saúde nas crianças que são expostas ao divórcio dos pais.
 
Para o efeito, a equipa efetuou um estudo transversal de famílias em que os pais estavam juntos ou divorciados. O estudo contou com a participação de 467 crianças e adolescentes de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os dois e os 18 anos. 
 
Os investigadores descobriram que os filhos de pais separados apresentam o dobro da possibilidade de desenvolverem problemas gastrointestinais, genito-urinários, dermatológicos e neurológicos do que as crianças que vivem em famílias nucleares. 
 
Não foram encontradas associações entre o divórcio dos pais e o desenvolvimento de problemas respiratórios, cardiovasculares, ósseos, musculares, de audição e visão e de alergias nos filhos.
 
María Dolores Seijo Martínez, investigadora na Universidade de Compostela e coautora do estudo explica que “não é a separação em si que exerce efeitos negativos sobre a saúde dos filhos, mas sim a forma desapropriada de se lidar com a situação. Isto é mencionado na informação científica e validado pelos nossos dados”. 
 
Na sua maioria, os autores consideram que são problemas físicos, psicológicos, emocionais e comportamentais que estão principalmente associados à gestão desadequada da separação. O conflito, falta de cooperação entre os pais ou mesmo a violência na família fazem aumentar o risco envolvido no divórcio e o seu impacto na adaptação dos filhos.
 
“Se os filhos forem expostos a essas situações familiares por períodos prolongados, experienciam frequentemente stress tóxico”, acrescenta a investigadora, que considera que estas situações causam uma ativação prolongada das respostas do organismo ao stress, que são as principais causas desses efeitos físicos.
 
“Precisamos de apoiar as famílias para reduzir essas consequências. Os profissionais que estão em contacto direto com as crianças, como os assistentes sociais e os funcionários das escolas desempenham um papel muito importante na redução do stress tóxico pois estão numa posição de elaborarem e implementarem novas intervenções orientadas para a proteção e prevenção”, conclui.

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Referência
Estudo publicado na “European Journal of Education and Psychology”

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