Disfunção erétil pode ser sinal precoce de doença cardiovascularNotícias de Saúde

Quinta, 21 de Dezembro de 2017 | 34 Visualizações

Fonte de imagem: NetDoctor

Um novo estudo demonstrou que os homens que apresentam disfunção erétil poderão correr um maior risco de terem uma doença cardiovascular.
 
Estudos anteriores tinham já sugerido uma associação entre a disfunção erétil e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. No entanto, a associação entre disfunção erétil e doença cardiovascular subclínica, ou seja, que não é suficientemente severa para apresentar sintomas observáveis, não era ainda evidente.
 
Para o estudo, uma equipa de investigadores liderada por Chukwuemeka Osondu, da Saúde Batista do Sul da Flórida, EUA, efetuaram uma análise sistemática e uma meta-análise de 28 estudos sobre a associação entre a disfunção erétil e os sinais precoces de doença cardiovascular.
 
Como resultado, os investigadores identificaram uma forte associação entre a disfunção erétil e uma função endotelial deficiente, que constitui um sinal precoce de aterosclerose
 
A aterosclerose é uma doença em que se acumula placa nas artérias, aumentando assim o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e de ataque de miocárdio.
 
Adicionalmente, a equipa descobriu ainda que a disfunção erétil estava associada a um aumento na espessura médio-intimal das carótidas, que é também um marcador precoce de aterosclerose. Estas associações mantiveram-se consistentes nas diferentes idades, qualidade dos estudos, métodos de avaliação das doenças cardiovasculares e subgrupos no ano da publicação.
 
A equipa considera estes achados particularmente relevantes nos homens mais jovens, os quais serão menos propensos a serem avaliados relativamente a doenças cardiovasculares subclínicas, em comparação com os homens mais velhos e com os que poderão consultar um médico pela primeira vez devido a sintomas relacionados com a disfunção erétil.
 
“O nosso estudo suporta uma avaliação e gestão mais agressivas do risco de doenças cardiovasculares em pessoas com disfunção erétil, incluindo homens jovens que poderão de outra forma ser categorizados como sendo de baixo risco devido à sua jovem idade”, comentaram os autores do estudo.

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Referência
Estudo publicado na revista “Vascular Medicine”

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