Dieta rica em fibra diminui risco de morte por cancro e AVCNotícias de Saúde

Segunda, 14 de Janeiro de 2019 | 8 Visualizações

Fonte de imagem: Medscape

Consumo diário de alimentos ricos em fibras – como leguminosas, cereais ou pães integrais – diminui risco de morte por doença cardíaca em 30% e reduz também o risco de aparecimento de cancro colorretal e diabetes.

Uma alimentação rica em fibra contribui bastante para a prevenção do cancro, bem como de outras doenças que matam um grande número de pessoas em todo o mundo, como as doenças cardiovasculares. É o que conclui uma análise de vários estudos realizada por uma equipa de investigadores da Nova Zelândia.

As fibras são hidratos de carbono encontrados em alimentos como frutas, verduras, legumes, cereais matinais, pães e massas integrais, feijão, lentilha, grão de bico, nozes e sementes. Uma dieta rica nestes alimentos pode ajudar a reduzir o risco de morte associado a várias doenças crónicas e cardíacas (como AVC´s e cancro), na ordem dos 15 a 30%. Reduz também o risco de morte prematura.

A análise foi extensa: os investigadores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, analisaram 185 estudos observacionais e 50 ensaios clínicos com mais de um milhão de pessoas envolvidas (estudos que decorrem ao longo dos últimos 40 anos). A equipa científica percebeu que as pessoas que ingeriam 25 a 29 gramas de fibra por dia tinham um menor risco de mortalidade em comparação com a que não o faziam.

“Temos provas muito fortes de que uma dieta rica em fibra, que para a maioria das pessoas tenderá a ser alta em carbohidratos, tem um efeito protetor enorme num vasto leque de doenças, incluindo a diabetes, doenças cardiovasculares e cancro, ou seja, há benefícios numa dieta alta em hidratos de carbono”, diz o professor Jim Mann, que liderou o estudo.

Segundo a mega-análise, as dietas ricas em fibras foram ligadas a uma redução de 22% do risco de acidente vascular cerebral, de 16% no risco de diabetes tipo 2 e cancro do colorretal e de 30% no risco de morte por doença cardíaca. A investigação, publicada na revista The Lancet, aponta ainda para para benefícios para a redução do colesterol e do peso corporal.

O problema, identificado pela equipa de investigadores, é que o consumo habitual de fibras diárias ronda as 20 gramas – um valor abaixo do recomendado. Neste aspeto, o cenário pode vir a agravar-se com o aumento da popularidade da chamada dieta cetogénica, baseada na ingestão de gorduras boas e proteínas e quase nenhuns hidratos de carbono.

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