Dieta pobre em proteínas na gravidez aumenta risco de cancro da próstata nos filhosNotícias de Saúde

Sábado, 17 de Novembro de 2018 | 6 Visualizações

Fonte de imagem: Time Magazine

Os filhos de grávidas que tenham tido uma alimentação pobre em proteínas durante a gestação e lactação, apresentam uma propensão significativamente superior para cancro da próstata, à medida que envelhecem.
 
Este achado resultou de um ensaio conduzido sobre ratazanas, por uma equipa de investigadores do Instituto de Biociências da Universidade Estadual de São Paulo, Brasil.
     
“Os nossos estudos anteriores demonstraram que a exposição intrauterina a uma alimentação de baixas proteínas afeta o desenvolvimento da próstata. O nosso estudo mais recente prova que este efeito pós-natal observado aumenta a incidência de doenças na próstata quando os indivíduos em causa ficam mais velhos”, observou Luís Justulin, principal investigador do estudo.
 
O modelo usado pela equipa consistiu em alimentar ratazanas fêmea prenhes com uma dieta que continha apenas 6% de proteínas. As ratazanas de laboratório são normalmente alimentadas com uma dieta com 17 a 23% de proteínas. Luís Justulin explicou que o teor mínimo de proteínas que os ratos devem consumir para terem uma gravidez de termo sem problema é, segundo estudos, de 12%.
 
Os ratos foram divididos em três grupos. Um grupo de controlo recebeu a dieta habitual durante a gestação, com pelo menos 17% de proteínas, incluindo o período de lactação de 21 dias, após o qual as crias receberam a dieta habitual. Não se registaram casos de cancro da próstata neste grupo, 540 dias após o nascimento, quando os roedores foram considerados idosos.
 
O segundo grupo recebeu uma dieta com 6% de proteínas durante a gravidez e a dieta habitual durante o período de lactação. 540 dias após o nascimento, 33% dos machos tinham desenvolvido cancro da próstata. 
 
O terceiro grupo recebeu uma dieta pobre em proteínas durante a gravidez e lactação, tendo 50% das crias do sexo masculino desenvolvido a doença na idade idosa.
 
Apesar de os investigadores terem detetado alterações neoplásicas com o potencial de se tornarem cancro, a doença só se desenvolveu nos roedores expostos às dietas de poucas proteínas durante o período de gestação.

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Referência
Estudo publicado na “The Journals of Gerontology: Series A”

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