Dieta mediterrânica beneficia microbioma intestinalNotícias de Saúde

Segunda, 30 de Abril de 2018 | 30 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

São diversas as razões para optarmos por uma dieta do tipo mediterrânico e multiplicam-se os estudos que realçam os benefícios daquele tipo de alimentação. 
 
A promoção do crescimento de bactérias benéficas intestinais é mais uma razão que se soma às inúmeras vantagens já conhecidas, demonstrou um estudo.
 
Uma equipa de investigadores do Centro Médico Batista Wake Forest, EUA, descobriu, com efeito, que o consumo de uma alimentação à base de plantas promovia o desenvolvimento das bactérias intestinais benéficas em 7%, em comparação com apenas 0,5% como resultado de uma dieta ocidental.
 
Para o estudo, os investigadores liderados por Hariom Yadav usaram primatas não-humanos que foram divididos de forma aleatória, em dois grupos, que receberam dois tipos de dietas diferentes, mas com o mesmo número de calorias, durante 30 meses. 
 
Um dos grupos foi alimentado com uma dieta ocidental que consistia em gordura de bovino e de porco, manteiga, ovos, colesterol, xarope de milho rico em frutose e sacarose. O outro grupo recebeu uma dieta mediterrânica que incluía óleo e farinha de peixe, azeite, manteiga, ovos, farinha de grão-de-bico e de feijão preto, sumo de legumes, puré de fruta e sacarose. 
 
Como resultado, ao fim dos 30 meses, a equipa descobriu, através de análises fecais, que a diversidade do microbioma intestinal era significativamente mais elevada no grupo que tinha recebido a dieta mediterrânica.
 
“O nosso estudo demonstrou que as bactérias boas, especialmente as Lactobacillus, a maioria das quais são probióticas, tinham aumentado significativamente no grupo da dieta mediterrânica”, confirmou Hariom Yadav.
 
“Temos cerca de dois mil milhões de bactérias boas e más nos nossos intestinos”, continuou. “Se as bactérias pertencerem apenas a um certo tipo e não estiverem adequadamente equilibradas, a nossa saúde é que padece”, rematou. 

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Referência
Estudo publicado na “Frontiers in Nutrition”

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