Dieta mediterrânea tem efeitos duradouros na saúde cerebralNotícias de Saúde

Terça, 10 de Janeiro de 2017 | 40 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Investigadores escoceses constataram que a adoção da dieta mediterrânea ajuda a preservar o volume cerebral dos idosos, revela um estudo publicado na revista “Neurology”.

Segundo a Academia Americana de Neurologia, em informação veiculada no sítio da Internet, a dieta mediterrânea é caracterizada pela ingestão de grandes quantidades de frutas, legumes, azeite, feijão e cereais, de quantidades moderadas de peixe, leite e vinho, e de baixas quantidade de carne vermelha e aves.

Michelle Luciano, um dos autores do estudo, explicou que, à medida que envelhecemos o cérebro encolhe e perdemos células cerebrais que podem afetar a aprendizagem e a memória. Este estudo demonstrou que de facto a dieta mediterrânea pode ter um efeito benéfico na saúde cerebral.

De forma a chegarem a estas conclusões, os investigadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, recolheram informação relativamente aos hábitos alimentares de 967 escoceses que tinham por volta dos 70 anos e que não sofriam de demência. No total, 562 foram submetidos a uma ressonância magnética por volta dos 73 anos para medição do volume total do cérebro, do volume da substância cinzenta e espessura do córtex. Destes, 401 indivíduos voltaram a ser submetidos a uma segunda ressonância aos 76 anos. Estas medições foram comparadas com o grau de adesão dos participantes à dieta mediterrânea.

O estudo apurou que os indivíduos que não seguiram tão de perto a dieta mediterrânea eram mais propensos a ter uma maior perda do volume total do cérebro nos três anos seguintes, comparativamente com aqueles em que a adesão foi mais rigorosa. A diferença na adesão à dieta explicou 0,5% da variação no volume cerebral total, um efeito que foi metade do tamanho daquele devido ao envelhecimento normal.

Estes resultados mantiveram-se inalterados após os investigadores terem tido em conta outros fatores que poderiam afetar o volume cerebral. Adicionalmente verificou-se que o consumo de carne e peixe não estava associado às alterações cerebrais, um achado que contraria os resultados de outros estudos.

O investigador conclui que é possível que outros componentes da dieta mediterrânea sejam responsáveis por esta relação, ou esta é resultante da combinação de todos os componentes.

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Referência
Estudo publicado na revista “Neurology”