Dieta favorável ao coração associada a melhor função cerebral na meia-idadeNotícias de Saúde

Terça, 12 de Março de 2019 | 5 Visualizações

Fonte de imagem: Faculty of Biology, Medicine and Health

Seguir uma dieta que seja benéfica para a saúde cardiovascular foi associada, segundo os resultados de um estudo, a um melhor desempenho cognitivo na meia-idade.
 
Para o estudo, que foi conduzido por investigadores da Universidade Queen’s, em Belfast, Irlanda do Norte, foram recrutadas 2.621 pessoas com uma média de idades de 25 anos e que foram acompanhadas durante 30 anos.
 
Os participantes foram questionados relativamente à alimentação que seguiam no início do estudo, sete anos e 20 anos mais tarde. A função cognitiva dos participantes foi avaliada duas vezes, por volta dos 50 e 55 anos de idade.
 
O padrão alimentar de cada participante foi avaliado consoante a sua aderência (baixa, média ou alta) a três tipos de dieta: a dieta mediterrânica, a DASH, acrónimo de Dietary Approaches to Stop Hypertension (Abordagens Alimentares para Travar a Hipertensão) e a CARDIA, uma a priori Diet Quality Score (ou APDQS), um índice de qualidade alimentar concebido para o estudo.
 
Como se sabe, a dieta mediterrânica privilegia o consumo de cereais integrais, produtos hortícolas, fruta, gorduras insaturadas, frutos de casca rija, leguminosas, peixe, álcool em moderação, pouca carne e laticínios gordos. 
 
A dieta DASH dá preferência aos cereais, produtos hortícolas, fruta, laticínios magros, frutos de casca rija, leguminosas, e limita a carne, peixe, gordura saturada, doces e sal. 
 
Já a dieta APDQS é rica em produtos hortícolas, fruta, laticínios magros, peixe, álcool em moderação e pobre em fritos, sal, doces, laticínios gordos e refrigerantes com açúcar.
 
A equipa apurou que os participantes que seguiam a dieta mediterrânica e a APDQS, mas não a DASH, apresentavam menos cinco anos de deterioração na função cognitiva na meia-idade.
 
Os participantes com uma aderência elevada à dieta mediterrânica eram 46% menos propensos a terem competências de raciocínio fracas em relação aos que apresentavam uma aderência baixa. As pessoas com elevada aderência à dieta APDQS apresentavam uma propensão 52% menor de competências de raciocínio fracas.
 
Não se apurou a razão da ausência de uma associação entre a dieta DASH e uma melhor função cerebral na meia-idade. Os autores realçaram, porém, que esta dieta é a única que não prevê o consumo moderado de bebidas alcoólicas, que poderão hipoteticamente beneficiar a cognição na meia-idade.
 
“Os nossos achados indicam que manter boas práticas alimentares na idade adulta poderá ajudar a preservar a saúde cerebral na meia-idade”, concluiu Claire McEvoy, autora do estudo.

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Referência
Estudo publicado na “Neurology”

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