Dieta baseada em plantas promoveu remissão de doença de CrohnNotícias de Saúde

Quarta, 03 de Julho de 2019 | 19 Visualizações

Fonte de imagem: Gut Microbiota for Health

Um estudo de caso sugere que os pacientes com doença de Crohn poderão fazer um tratamento eficaz para a doença através de uma alimentação baseada em plantas. 
 
Este estudo de caso seguiu um homem que tinha sido diagnosticado com doença de Crohn aos 25 anos de idade, após ter passado vários anos com sintomas como dor abdominal, inchaço, fadiga, náuseas e úlceras. 
 
O homem teve que receber infusões de infliximab de oito em oito semanas, durante um ano. Após aquele período, apesar de melhoras significativas, os sintomas da doença não tinham atingido “remissão clínica”.
 
Durante o segundo ano de uso de medicação, o homem deixou de comer alimentos de origem animal e processados, durante 40 dias, por razões religiosas. 
 
Durante o período em que seguiu uma dieta baseada em plantas, a doença de Crohn entrou em remissão total. Os exames revelaram cicatrização total das mucosas e o paciente pôde deixar de usar a medicação. Isto sucedeu em 2017 e até à data o paciente não sofreu recidivas.
 
Antes de adotar a dieta baseada em plantas, o homem seguia uma alimentação tipicamente norte-americana, com consumo diário de carne, lacticínios e cereais refinados, e com pouca quantidade de fruta e verduras. 
 
Hana Kahleova, diretora de investigação clínica no Comité dos Médicos para Medicina Responsável, EUA, comentou que “este estudo de caso dá esperança às centenas de milhares de pessoas que sofrem de sintomas dolorosos associados à doença de Crohn”.
 
Os autores do estudo explicam os resultados deste estudo de caso de duas formas: as dietas baseadas em plantas são ricas em fibra, o que promove uma boa saúde intestinal em geral. Adicionalmente, a fibra aumenta as bactérias saudáveis dos intestinos, as quais podem oferecer proteção contra a doença de Crohn e outros problemas digestivos. 
 
“Este estudo de caso suporta a ideia de que a alimentação é mesmo medicação”, realçou Hana Kahleova.

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Referência
Estudo publicado na “Nutrients”