Dieta anti-inflamatória diminui risco de perda ósseaNotícias de Saúde

Terça, 31 de Janeiro de 2017 | 45 Visualizações

Fonte de imagem: Financial Tribune

As dietas anti-inflamatórias, que tendem a ser ricas em vegetais, frutas, peixe e cereais, podem aumentar a saúde óssea e impedir a ocorrência de fraturas em algumas mulheres, sugere um estudo publicado no “Journal of Bone and Mineral Research”.
 
Estudos anteriores já tinham associado níveis elevados de marcadores no sangue à perda óssea e à ocorrência de fraturas nos homens e mulheres. Neste estudo, os investigadores da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, decidiram averiguar se as escolhas dietéticas poderiam contribuir para a inflamação do organismo.
 
No estudo, os investigadores liderados por Tonya Orchard, analisaram os dados dietéticos de 160.191 mulheres e as pontuações de inflamação que foram atribuídas com base em 32 componentes alimentares que as mulheres consumiram nos três meses anteriores ao início do estudo. Foram utilizados dados da densidade mineral óssea de um subconjunto de 10.290 mulheres. Os dados referentes às fraturas foram recolhidos na totalidade do grupo.
 
O estudo, liderados por Tonya Orchard, apurou que as mulheres que adotavam as dietas menos inflamatórias perdiam menos densidade óssea nos seis anos do período de acompanhamento, comparativamente com as que ingeriam dietas mais inflamatórias.
 
Adicionalmente verificou-se que as dietas menos inflamatórias estavam associadas a um menor risco de fratura da anca em mulheres pós-menopáusicas com idade inferior a 63 anos. 
 
“Isto sugere que à medida que as mulheres envelhecem, as dietas saudáveis têm impacto nos seus ossos. Acredito que isto fornece mais uma razão para apoiar as recomendações para uma dieta saudável (….)”, afirma Tonya Orchard, em comunicado divulgado pela Universidade Estadual de Ohio.
 
Rebecca Jackson, uma das coautoras do estudo, acrescenta que estes achados apoiam a crescente evidência de que os fatores que aumentam a inflamação podem aumentar o risco de osteoporose. 
 
A investigadora referiu que ao analisarem a dieta no seu todo em vez de os nutrientes isoladamente, estes dados fornecem uma base para estudar como os componentes da dieta poderão interagir para fornecer benefícios e informar melhor as mulheres relativamente à saúde e escolhas quotidianas.

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Referência
Estudo publicado no “Journal of Bone and Mineral Research”

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