Diabetes tipo 2: controlo intensivo da glicose pode aumentar mortalidadeNotícias de Saúde

Segunda, 20 de Novembro de 2017 | 45 Visualizações

Fonte de imagem: Health Impulse

Um estudo recente demonstrou que a abordagem de controlar a glicose de forma intensiva nos pacientes com diabetes de tipo 2 pode fazer aumentar o risco de mortalidade naquela população.
 
A conclusão do estudo, conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Cardiff, País de Gales, teve por base a análise de dados clínicos de rotina recolhidos de mais de 300.000 pacientes no Reino Unido, entre 2004 e 2015.
 
A equipa apurou que aquilo que é tipicamente considerado como sendo um bom controlo da diabetes, que consiste em manter níveis baixos de hemoglobina glicada (HbA1c), estava associado a um maior risco de mortalidade em comparação com níveis moderados, especialmente em conjunto com tratamentos intensivos que podem causar hipoglicemia. 
 
“As diretrizes de tratamento geralmente recomendam estratégias terapêuticas que tenham como objetivo obter níveis baixos de controlo da glicose, com a perceção que isso reduz o risco de complicações macrovasculares, como doença das artérias coronárias e acidente vascular cerebral.”, explicou Craig Currie da Faculdade de Medicina da Universidade de Cardiff e que participou neste estudo.
 
“Contrariamente a esta perceção, os nossos achados demonstram, de forma convincente, que existe uma associação entre um maior risco de mortalidade e o que é considerado como sendo um bom controlo da glicose ou baixa HbA1c”, revelou.
 
Adicionalmente, foi verificado que o padrão de mortalidade relativamente ao controlo da glicose diferia de acordo com os diferentes tipos de fármacos para a diabetes. 
 
O mais preocupante foi um aumento no risco da mortalidade nos doentes com o que é considerado como um bom controlo de diabetes de tipo 2 e que tinham sido tratados com insulina ou outros fármacos que reduzem a glicose e podem induzir a hipoglicemia. 
 
“Mantêm-se sérias questões sobre a segurança de alguns fármacos redutores da glicose, com evidência científica e opiniões opostas a serem amplamente ignoradas”, advertiu Craig Currie.

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Referência
Estudo publicado na revista “Diabetes, Obesity and Metabolism”

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